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Coelba explica apagão no sul

Publicado em: 16/04/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputados ouviram as justificativas dos dirigentes da empresa sobre a falta de luz em três cidades
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O apagão que deixou mais de 68 mil consumidores sem luz, no início deste mês, nos municípios de Prado, Alcobaça e Caravelas, na região do extremo sul da Bahia, foi causado pelo plantio desordenado do eucalipto, cujas árvores chegam até 40 metros de altura e algumas estão plantadas na zona destinada à posteação da linha de transmissão de energia elétrica.
Essa justificativa foi apresentada pela Coelba ontem pela manhã, durante a reunião da Comissão de Defesa do Consumidor e Relações de Trabalho, presidida pelo deputado Eliedson Ferreira (DEM). O colegiado recebeu uma comitiva de dirigentes da empresa, liderados pelo gerente do Departamento de Operações Sérgio Mello, e por mais de duas horas discutiu e analisou, com apresentação de slides, o relatório da Coelba sobre o apagão.
Com a participação dos deputados Heraldo Rocha (DEM) e Getúlio Ubiratan(PMN), este representante da região afetada com a falta de energia elétrica, a comissão constatou que nos momentos que antecederam o acidente chovia muito, com ventos fortíssimos e aconteceram cinco interrupções, justamente pela queda de galhos (denominados de galhos ladrões) sobre a rede de energia, que causaram curto-circuitos bastante perigosos e automaticamente desligaram a rede. Esses galhos são denominados de ladrões, pois crescem de maneira horizontal.
Existem cerca de cinco mil quilômetros quadrados com árvores de eucalipto plantadas dentro da área de segurança da rede de energia elétrica, ou seja, sem respeitar a norma de 10 metros para cada lado. O problema também é agravado porque o eucalipto cresce até 40 metros, com um caule bastante frágil em sua base e uma raiz quase exposta, que não lhe dá nenhuma estabilidade quando chove intensamente com ventos fortes.
Diante da gravidade dos fatos e da probabilidade de novos acidentes nesta região, o deputado Getúlio Ubiratan solicitou e conseguiu a aprovação de uma audiência pública da comissão, no extremo sul, com a presença do Ministério Público, Coelba, comerciantes, políticos, líderes comunitários e principalmente dos dirigentes das empresas Aracruz e Suzano-Celulose e outros plantadores de eucalipto.
"Precisamos apontar os responsáveis pelo plantio do eucalipto sem respeitar as normas de segurança que protegem a rede de energia elétrica. O Ministério Público tem uma grande responsabilidade em investigá-los, assim como está fazendo corretamente com a Coelba. Vamos conhecer o problema numa audiência pública lá nesta região", comentou o deputado Eliedson Ferreira.

EMBASA

A comissão confirmou para a próxima quarta-feira a presença dos dirigentes da Embasa para darem explicações sobre os aumentos abusivos. Os deputados querem conhecer a planilha de custo que levou a Embasa a aumentar as tarifas, num momento de crise.



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