A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa irá a diversas cidades do interior do estado verificar, no local, e através da realização de audiências públicas, a situação da violência na Bahia. As primeiras cidades-polo a serem visitadas serão Esplanada, Valença, Candeias, Eunápolis, Feira de Santana e Juazeiro, onde há relatos do aumento crescente da violência – em Valença, denunciou o líder da oposição Heraldo Rocha (DEM), há bairros que já vivem sob regime do toque de recolher. O deputado Elmar Nascimento (PR) sugeriu também a inclusão de Campo Formoso, Senhor do Bonfim e Casa Nova no rol de cidades a serem visitadas pelo colegiado.
Os deputados ouviram relatos sobre o crescimento da violência e do crime organizado, além de problemas de estrutura na Polícia Civil. A esse respeito, a comissão ouviu relatos dos representantes dos sindicatos dos Policiais Civis e dos Servidores Penitenciários. Carlos Lima, presidente do Sindipoc, enumerou o que considerou "erros graves de gerenciamento" e garantiu que os policiais civis não mais farão a custódia de presos.
Dados constantes em relatório elaborado pelo sindicato dos policiais com base em vistoria realizada em delegacias de Salvador e do interior foram apresentados ontem e serão encaminhados ao Ministério Públicos, segundo os dirigentes de classe. O levantamento aponta deficiências de mobiliário, nas viaturas e mesmo falta de armamento adequado.
Estes assuntos deverão ser tratados em maior profundidade na audiência pública que a Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública fará com a presença do secretário César Nunes. Ontem, o presidente da comissão, deputado João Carlos Bacelar (PTN), espera a participação do secretário acontecerá ainda neste mês. A expectativa é por informações, por exemplo, a respeito da execução orçamentária no primeiro bimestre, como ressaltou o deputado democrata Gaban, e as medidas que adotará para conter o crescimento no número de assassinatos e quando serão convocados os novos delegados aprovados em concurso.
O deputado Zé Neto (PT) explicou que estes delegados ainda não assumiram seus postos em função do "redimensionamento das finanças" públicas, que sofreram uma queda acentuada com a diminuição da arrecadação fiscal. Mas garantiu que, somando-se o contingente policial já contratado e os que irão ser chamados até o final do ano, a Bahia terá 6,4 mil novos policiais em ação.
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