As pinturas sacras em azulejos do claustro (pátio interno) do Convento do São Francisco podem ser vistas no hall de entrada da Assembleia Legislativa, na exposição do artista plástico José Francisco da Silva, 84 anos. São 14 telas de 50 por 60 centímetros e uma de 40 por 60 que reproduzem as azulejarias do secular templo católico. O conjunto de azulejos do Convento de São Francisco, localizado no Centro Histórico, foi criado em meados do século XVIII. As reproduções feitas por Silva são em tinta óleo e acrílico.
Nascido em Aracaju, em 8 de dezembro de 1924, José Francisco da Silva começou a manifestar o gosto pelo desenho ainda garoto. Começou pintando as calçadas com pedaços de telha, carvão e pedras de cal. Em 1942, com 18 anos, mudou-se para a cidade de São Cristóvão e lá começou a pintar cartazes de cinema do Cine Fabril. Em 1943 entra na empresa industrial de São Cristóvão como aprendiz de tecelão.
Em 1951, assume o cargo de contramestre de tecelagem. Nas horas vagas, passa a desenhar em papel e, depois, tela. Em 1960, faz o curso de desenho artístico e publicitário por correspondência no Instituto Monitor, em São Paulo. Em 1963, por razões profissionais, se afasta da pintura.
O retorno acontece em 1971, quando o ex-governador de Sergipe Lourival Batista, lembrando-se de algumas de suas telas, lhe cobrou um quadro para sua coleção que mantém em São Cristóvão. Mesmo há muito tempo sem pintar, Silva faz um retrato em latex de Batista, que pertence até hoje ao acervo da família. Em 1973, passa a morar em Salvador e continuar a pintar nas horas vagas. Com sua aposentadoria, Silva passa a se dedicar exclusivamente à atividade.
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