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Dia da Água é celebrado em sessão especial na Assembleia

Publicado em: 30/03/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Autoridades governamentais e representantes de entidades ambientalistas prestigiaram o debate sobre a questão hídrica na Bahia e no Brasil
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"Terra! planeta água". Com os versos consagrados pelo músico Guilherme Arantes, Maraísa Nogueira, cantora revelação do Festival Anual da Canção Estudantil, fez todos os presentes na sessão especial desta sexta-feira, que homenageava o Dia da Água, repensarem a situação desse líquido no planeta. "A letra dessa música revela-nos atitudes que necessitamos compreender: não podemos viver sem água, precisamos garantir esse bem a toda população, cuidando que esse seja para sempre", enfatizou a deputada petista Fátima Nunes, proponente da sessão.
"A gente só dá valor à água quando falta; ela é vida e é a garantia de nossa sobrevivência", destacou o presidente da Assembleia, deputado Marcelo Nilo (PSDB), ao abrir os trabalhos. Nilo relembrou da sua estreita relação com o tema, uma vez que começou sua vida pública como estagiário da Empresa Baiana de Água e Saneamento S.A., Embasa, assumindo posteriormente a direção da empresa. Júlio Mota, superintendente de Meio Ambiente da Embasa, utilizou-se da metáfora com o corpo humano e sua dependência de água para justificar a participação popular, inclusive, na elaboração dos planos de abastecimento e saneamento.
"Como sertanejo e barranqueiro do Velho Chico, não poderia deixar de me fazer presente neste evento", frisou o deputado Pedro Alcântara (PR), que defendeu ações mais efetivas e a ampliação das discussões sobre a transposição do Rio São Francisco. "Ainda não fui convencido que este projeto seja bom para o Brasil e para a Bahia". Já o deputado comunista Álvaro Gomes informou que 60% das obras da transposição já estão contratadas. "Este projeto vai sim beneficiar seres humanos, independente dos estados em que vivem", enfatizou.

ELOGIOS

O trabalho que vem sendo executado pelo governo do Estado nos últimos dois anos foi considerado por vários oradores como um dos caminhos para diminuir as injustiças sociais, que perpassam, certamente, pelo acesso à água de qualidade. O programa Água para Todos foi citado por Júlio Rocha, diretor do Instituto de Gestão das Águas e Clima, Ingá, como o programa que vem concretizando uma nova realidade. "Se já foi feito muito, mais ainda precisamos avançar". Além desse, Júlio destacou também o programa Monitora, que avalia a qualidade das águas dos 77 maiores rios e nas 17 bacias hidrográficas da Bahia.
Cleuza Alves da Silva, coordenadora do ASA, Articulação no Semiárido Brasileiro, revelou que apesar das mais de 30 mil cisternas já instaladas pelo programa, esse número poderia ter sido bem mais ampliado, uma vez que a burocracia emperra tramitações de projetos. Para Jorge Farias, diretor da Companhia de Engenharia Rural da Bahia, Cerb, o estado, que só tinha 30% das localidades rurais abastecidas, chegará ao final deste governo com mais de 50% de atendimento. "Já foram construídos 56 sistemas convencionais e 567 sistemas simplificados, beneficiando mais de 870 comunidades", concluiu.



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