O deputado Angelo Coronel Filho (Republicanos) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), duas moções de congratulações parabenizando os municípios de Lagoa Real e Muquém do São Francisco, que completam 37 anos de emancipação política neste sábado (13).
No documento, o parlamentar ressaltou que a luta do povo lagoa-realense pela conquista da autonomia. “O povoado de Lagoa Real se formou no século XIX em fazenda de mesmo nome, anteriormente pertencente ao latifúndio da Casa da Ponte. O povoado foi elevado à categoria de freguesia, dentro da cidade de Caetité, por meio da Lei Provincial no 2.211, de 16 de julho de 1881. Um importante episódio da história lagoa-realense foi a passagem da Coluna Prestes que, evitando a sede municipal de Caetité, atacou o então distrito. A economia de Lagoa Real tem como base a agricultura e a pecuária e tem uma das maiores jazidas de urânio do Brasil”.
Conhecida como a "Terra da Vaquejada", o município localizado na Região Sudoeste da Bahia, no Alto Sertão, tem cerca de 14 mil habitantes. “Pelos importantes motivos expostos, é que venho prestar esta justa homenagem ao Município de Lagoa Real e ao seu povo, pela passagem dos seus 37 anos de fundação”, afirmou.
HOMENAGEM
Já em relação ao município de Muquém do São Francisco, localizado na Mesorregião do Vale São-Franciscano, que celebra 37 anos de fundação, o parlamentar prestou uma homenagem destacou a trajetória de formação da cidade, que atualmente abriga mais de 10 mil habitantes, segundo dados do censo do IBGE de 2022.
No documento, Angelo Coronel Filho resgatou as origens do povoado, impulsionado por tropeiros e garimpeiros vindos da Chapada Diamantina em busca de gado e pedras preciosas nos estados de Goiás e Mato Grosso. “Durante as travessias em pequenas balsas de madeira pelo Rio São Francisco, esses viajantes costumavam acampar em um pequeno vale de árvores frondosas”, descreveu.
A abundância de caça e pesca na região fez com que as margens do rio se tornassem um ponto de parada constante. O nome do município, de origem indígena, nasceu justamente dessa rotina. Os viajantes descobriram que a madeira das árvores locais era ideal para “muquiar” (defumar) os alimentos, garantindo a conservação das carnes para o restante da viagem. O local de descanso ficou conhecido como Muquém, batizando a atual cidade.
“Pelos importantes motivos expostos, é que venho prestar esta justa homenagem ao município de Muquém do São Francisco e ao seu povo”, justificou o deputado.
Reportagem: Rita Tavares/Nice Melo
Edição: Franciel Cruz
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