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José Medina é cidadão baiano

Publicado em: 13/03/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

O presidente Marcelo Nilo e o deputado Arthur Maia aplaudem efusivamente o homenageado
Foto:  

O professor doutor nefrologista José Osmar Medina Pestana recebeu, na tarde de ontem, durante a sessão especial proposta pelo deputado Arthur Maia (PMDB), na Assembleia Legislativa, o título de cidadão baiano, como reconhecimento pelos serviços voluntários prestados por ele aos doentes renais crônicos. "A aprovação do título de cidadão baiano para o doutor é uma prova inquestionável de gratidão e admiração pelo trabalho voluntário em favor de nossa gente e, principalmente, os mais necessitados. Temos muita satisfação em ter um baiano tão ilustre", explicou Maia.
Com o plenário cheio de amigos e pacientes do Dr. Medina, a sessão especial contou com a presença do Coral do Legislativo, que abrilhantou o evento com as músicas Chame gente e Trem das onze. O presidente da AL, Marcelo Nilo (PSDB), abriu a sessão e parabenizou o deputado Arthur Maia (PMDB) pela iniciativa, afirmando tratar-se de um momento especial para a Casa, que está cumprindo o seu dever de ressaltar o trabalho de pessoas que prestam esses importantes serviços para o povo baiano, que agradece.
O deputado Arthur Maia iniciou o seu discurso de elogio parabenizando o seu "amigo e conterrâneo, a partir de hoje (ontem)", pela justa homenagem. De acordo com ele, este título foi uma demonstração de gratidão dos pacientes atendidos pelo Dr. Medina, ao longo de 17 anos, e que não tinham condições de lhe dar presentes ou agradecerem de outra forma. "Eles me procuraram e, em nome deles, a Bahia presta essa belíssima e justa homenagem ao doutor. Bem-vindo à Bahia e que continue na função de atender a todos os baianos", salienta.
Ainda de acordo com ele, a visita periódica do Dr. Medina à Bahia, prestando voluntariamente atendimento aos nossos doentes renais crônicos, realizando procedimentos e encaminhando os casos mais graves para São Paulo, onde faz transplantes e outras cirurgias mais delicadas, orgulha a todos os baianos e a Associação dos Renais Crônicos da BA – Acreba. Além disso o professor Medina, sentindo as dificuldades que os cidadãos baianos e candidatos a transplantes renais tinham em realizar exames de alto custo, prontificou-se em acolher todos os pacientes, independentemente de estarem com os exames prontos. Prestando também, sempre que solicitado, consultoria inteiramente gratuita à Sesab – Secretaria de Saúde do Estado.

AGRADECIMENTO

O doutor Medina, em discurso de agradecimento a todos presentes no evento, contou um pouco da sua vida e falou que apesar da dificuldade na saúde pública do país, a Bahia é o segundo estado com mais pacientes que fazem transplantes e que têm as devidas condições de cuidados posteriores aos transplantes. "Agradeço esta indicação e me sinto muito honrado por este título. Estou muito feliz por fazer agora parte do grupo dos intelectuais baianos e espero que isso me traga ainda mais sorte na vida e me dê mais vontade de trabalhar", concluiu o professor e doutor, que agradece aos seus pacientes e promete estar sempre à disposição.
O professor José Osmar Medina de Abreu Pestana, filho de Omar de Abreu Pestana e Gilda Bertão Pestana, nasceu em 18 de junho de 1953, no município de Ipaussu, São Paulo, onde iniciou os estudos em instituições públicas. Aos 15 anos, fez o curso ginasial profissionalizante de torneiro mecânico e desenho técnico, o que lhe permitiu trabalhar, durante três anos, como desenhista técnico de rede de energia elétrica, na Companhia de Luz e Força Santa Cruz. Com o salário, pagava o cursinho pré-vestibular no período noturno, para ingressar na Escola Paulista de Medicina, em 1974. Durante o curso de medicina, praticamente morou no Hospital São Paulo, iniciando as pesquisas de nefrologia. Atuou como auxiliar de pós-graduandos, em nefrologia, em modelos de estudo de função renal em animais. Neste período, trabalhou com grandes nomes da especialidade, recebendo bolsa de iniciação científica da Fapesp, por dois anos, sob a orientação do professor Horácio Ajzen. Ao ingressar na residência médica de nefrologia no Hospital São Paulo, foi indicado pelos residentes para a chefia de plantão do Pronto Socorro.
O homenageado foi convidado pelo professor Oswaldo Luiz Ramos para liderar o programa de transplante renal da disciplina, começando a sua carreira profissional em nefrologia clínica e no transplante de órgãos, que completa 23 anos. Fez pós-doutorado em transplantes experimentais na Universidade de Oxford, trazendo da Inglaterra conceitos como a possibilidade de incrementar o programa de transplante de órgãos com doador cadáver, seguindo o modelo americano, e as bases técnicas e administrativas para organização de um laboratório de transplante experimental.
Em 1993, assumiu a Diretoria Clínica do Hospital São Paulo, exercendo atividades que em muito ultrapassavam aquelas de cirurgião e professor. Com essa experiência, organizou o corpo clínico e administrativo para o funcionamento do Hospital Geral de Vila Maria, com 200 leitos. Firmou convênio da Associação dos Renais Crônicos da Bahia – Acreba, com o Hospital do Rim e, a partir disso, os pacientes baianos começaram a ser contemplados com os serviços de transplantação renal do Hospital do Rim e Hipertensão, em São Paulo, desde que fossem transplantados intervivos e com os exames prontos e avaliados, num prazo de uma semana.



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