O deputado Arthur Maia (PMDB) foi eleito ontem presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural e já imprimiu um ritmo acelerado nos trabalhos. Ainda na sessão de instalação do colegiado, ele colocou em votação e obteve a aprovação da convocação de representantes da Agência de Desenvolvimento Agropecuário da Bahia (Adab) e da Vigilância Sanitária para as exigências da Portaria 304 do Ministério da Agricultura, que visa a coibir o abate clandestino de animais, bovinos, suínos e caprinos. Eles devem participar da reunião da comissão na próxima terça-feira, às 11h30. O deputado José Nunes (DEM) é o vice-presidente da comissão.
O presidente Arthur Maia destacou a importância da Bahia se adequar à portaria, mas ressalvou as inúmeras dificuldades para isso. "O problema é que ninguém se preocupou com a transição de um processo secular para o moderno, como estabelece a portaria. Nem o Estado, nem a iniciativa privada tiveram condições ainda de fazer essas adaptações", afirmou. Ele lembrou que, até pouco tempo atrás, os pequenos produtores costumavam comprar um boi, fazer o abate e depois vender a carne na feira. A verdade, diz ele, é que muita gente perdeu seu meio de subsistência com as exigências da portaria. Outro ponto que deve mobilizar os trabalhos do colegiado é a influência da crise mundial na produção agropecuária do estado.
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