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Jurailton propõe instituição do Programa TEA Bahia

Publicado em: 27/05/2026 16:37
Editoria: Notícia

Legislador defende a adoção de providências para fortalecimento da rede estadual de atendimento às pessoas neuroatípicas
Foto: Ascom/AgênciaALBA
O deputado Jurailton Santos (Republicanos) apresentou, na Assembleia Legislativa, indicação sugerindo ao governador Jerônimo Rodrigues e à secretária da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Roberta Santana, a adoção de providências para fortalecimento da rede estadual de atendimento às pessoas neuroatípicas e famílias atípicas, mediante instituição do Programa Acolhe TEA Bahia – Apoio Integral às Pessoas Neuroatípicas e Famílias Atípicas, no âmbito da Bahia.

No documento, o parlamentar lembrou a existência do Centro de Referência Estadual para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (CRE-TEA), mas alertou para o aumento progressivo da procura pelos serviços especializados, “ocasionando extensas filas de espera, dificuldades no acesso ao diagnóstico e acompanhamento terapêutico, além da insuficiência da estrutura atualmente existente para atender adequadamente toda a demanda da população baiana”, disse.

Para descentralizar os serviços, reduzir as filas de espera e ampliar o acesso ao atendimento multiprofissional especializado, Jurailton sugeriu a ampliação da estrutura do CRE-TEA e a implantação gradual de centros regionais especializados em municípios estratégicos do estado, e a implantação do Programa Acolhe TEA Bahia – Apoio Integral às Pessoas Neuroatípicas e Famílias Atípicas. O programa é voltado ao desenvolvimento de ações integradas entre saúde, assistência social, educação e direitos humanos, “promovendo acolhimento psicossocial, fortalecimento das redes de apoio, campanhas educativas, rodas de conversa, oficinas, orientação familiar e ações de conscientização acerca da maternidade atípica e inclusão social”.

Segundo o parlamentar, é preocupante a situação das famílias residentes no interior do estado, que necessitam com frequência se deslocar até a capital, em busca de atendimento especializado, enfrentando elevados custos financeiros, dificuldades logísticas e desgaste emocional. Ele alertou para as condições das chamadas mães atípicas que, na maioria dos casos, assumem sozinhas a responsabilidade integral pelos cuidados permanentes de seus filhos.

“Muitas encontram-se em situação de vulnerabilidade social, sendo mães solo, de baixa renda e com dificuldades de inserção ou permanência no mercado de trabalho, justamente em razão da dedicação contínua exigida pelos tratamentos, terapias, consultas e cuidados especializados de seus filhos”, explicou.

Para o legislador, é imprescindível que o Estado da Bahia avance no fortalecimento de políticas públicas voltadas ao segmento e às suas famílias, especialmente no que se refere à saúde mental, acolhimento psicossocial, orientação familiar e construção de redes de apoio.

Reportagem: Ascom
Edição: Franciel Cruz



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