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Hilton Coelho reverencia trajetória de Milton Santos

Publicado em: 05/05/2026 17:55
Editoria: Notícia

Socialista cobrou valorização do pensamento crítico para eternizar legado do geógrafo baiano
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
O deputado Hilton Coelho (PSOL) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), uma homenagem ao centenário de nascimento de Milton Santos, um dos maiores intelectuais do Brasil e referência mundial da geografia crítica. O parlamentar apresentou uma moção de aplausos celebrando a trajetória do pensador baiano, como também denunciou a persistência das desigualdades que ele ajudou a explicar. “Milton Santos não é apenas memória. Ele é ferramenta de luta. Ele nos ensinou que o território revela as injustiças do capitalismo e que a desigualdade não é acaso, mas sim um projeto político”, afirmou o legislador.

Nascido no interior da Bahia e projetado para o mundo, Milton Santos revolucionou a forma de compreender o espaço geográfico, conectando economia, poder e tecnologia. Primeiro latino-americano a receber o Prêmio Vautrin Lud, o geógrafo construiu uma obra que segue atual em um cenário global marcado pela concentração de riqueza e pela exclusão de populações inteiras dos benefícios do desenvolvimento.

Na avaliação do deputado, celebrar o centenário do intelectual exige mais do que homenagens simbólicas. “Não basta lembrar Milton Santos em discursos. É preciso fazer com que o pensamento dele chegue às escolas, aos territórios, à vida concreta do povo baiano”, disse.

Nesse sentido, Hilton Coelho destacou iniciativas do seu mandato na ALBA para materializar esse reconhecimento. Entre elas, o Projeto de Lei nº 26.174/2026, que propõe rebatizar a nova rodoviária de Salvador como Terminal Rodoviário Milton Santos. “Dar o nome de Milton Santos a um equipamento público central é afirmar que a Bahia reconhece quem pensou o mundo a partir do nosso chão. É disputar a memória contra o apagamento”, declarou.

O parlamentar também relembrou a Indicação nº /22.914/2019, que propõe a aquisição e distribuição das obras do geógrafo para todas as escolas estaduais, com formação de professores baseada em sua produção intelectual. “Estamos falando de colocar nas mãos da juventude instrumentos para compreender o mundo e transformá-lo. Milton Santos precisa estar na sala de aula, não apenas nas prateleiras das universidades”, reforçou.

Hilton Coelho ainda destacou o caráter profundamente político da obra do geógrafo, especialmente sua crítica à globalização excludente e sua defesa de um outro modelo de sociedade. “Milton denunciou que a chamada globalização integra mercados, mas exclui pessoas. O que vemos hoje é exatamente isso: territórios ricos em infraestrutura e outros abandonados. Isso tem responsáveis”, pontuou.

Reportagem: Ascom
Edição: Franciel Cruz



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