"Reverencio hoje, no Dia Internacional da Mulher, os movimentos que denunciaram a opressão das mulheres até que chegassem ao momento em que elas vêm utilizando, apropriadamente, o poder e sua feminilidade". Foi assim que o líder do PMDB, Leur Lomanto, concluiu sua moção de congratulações apresentada ontem, em homenagem à data, que ocorre no próximo domingo. No documento, ele ressalta que "a dinâmica da história da humanidade se transformou a partir do momento em que a mulher conseguiu ampliar o seu papel na sociedade."
Leur explica que a inserção do dito "sexo frágil" no mercado de trabalho "significou até hoje uma revolução no cenário da sociedade ocidental". As conquistas femininas, destaca ele, trouxeram o reconhecimento da mulher como um ser capaz de decidir e participar da vida em sociedade, mudando "o olhar sobre a família e a conjuntura na formação da cultura e dos costumes da sociedade contemporânea no Ocidente". De acordo com ele, esta nova presença em diversos campos de atuação, nos meios intelectuais, artísticos, políticos e econômicos, "expandiu a análise sobre a ordem social."
O texto da moção lembra ainda o momento da história que originou o Dia Internacional da Mulher. Em 8 de março de 1857, 129 operárias foram queimadas vivas numa fábrica de tecidos de Nova York pelos próprios patrões. Elas estavam em greve para reivindicar redução de jornada de trabalho, licença-maternidade e equiparação dos salários com os dos homens. Naquela época, "as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem para exercer a mesma função."
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