A Assembleia Legislativa entrou pela noite ontem debatendo projetos da autoconvocação extraordinária. Os trabalhos foram marcados por dois momentos distintos. No início, entendimento. Depois, divergências. A primeira proposta analisada foi a que trata da reestruturação das carreiras de analista universitário e técnico universitário. A matéria teve parecer favorável do relator Luiz Augusto (PP) e foi aprovada por unanimidade.
Exatamente às 17h20, a sessão foi interrompida por 40 minutos para que os deputados pudessem participar do lançamento da Coleção Gente da Bahia (Ver matérias nas páginas 1,2 e 3). Antes da interrupção das atividades, porém, o plenário aprovou um requerimento prorrogando a sessão por 500 minutos. Logo em seguida, os deputados aprovaram, também por unanimidade, a matéria que trata da remuneração dos cargos de procurador jurídico. Estas duas proposições foram objeto de dispensa de formalidades regimentais por acordo de lideranças.
A partir das 19h, os parlamentares passaram a debater o parecer apresentado pela deputada Marizete Pereira (PMDB) sobre a proposta do Executivo que reestrutura o grupo ocupacional serviços públicos de saúde. A peemedebista prestou uma homenagem aos servidores, lembrando que também é funcionária aposentada da área de educação. "Sei que podemos avançar, companheiros, mas já há ganhos significativos nesta proposição." O deputado João Carlos Bacelar (PTN) informou que iria votar favorável por causa do árduo trabalho elaborado pela relatora. "Quero parabenizá-la, deputada."
REAJUSTE
A proposta do governo do Estado que propõe um reajuste de 5,9% para os servidores do Estado foi objeto de debates. O líder do Governo, Waldenor Pereira (PT), destacou que a proposta é positiva para os funcionários, "que têm sido tratados com bastante respeito pelo Executivo. Temos debatidos de forma democrática com as mais diversas categorias", garantiu.
Já o líder do PFL, Heraldo Rocha, discordou. "Estamos na convocação extraordinária desde o início do mês e só agora o governo manda o projeto de reajuste. Não podemos aceitar isso porque não somos a bancada do amém. Nem entramos no mérito. Discordamos desde logo da forma como está sendo feito", afirmou.
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