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Escritores elogiam iniciativa da AL

Publicado em: 29/01/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Escritores elogiam iniciativa
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O jornalista e escritor José de Jesus Barreto, co-autor com Otto Freitas da biografia de Carybé, intitulada Um Capeta Cheio de Arte, discursou em nome dos escritores e disse que suas palavras seriam de agradecimento e incentivo. Ele afirmou que a iniciativa da AL de produzir uma série como a Gente da Bahia significa um estímulo à editoração de livros no estado e que ela chega em boa hora. "É um estímulo ao jornalista que quer ser escritor e também mais uma alternativa de trabalho", disse Barreto.
Mas o jornalista ressaltou que o mais importante é o resgate da história da Bahia, que é feita pelo povo, na atuação que teve em determinada época. "Não podemos interpretar com precisão o agora sem saber os atalhos do ontem. Estes livros precisam chegar às escolas, bibliotecas e salas de aula. A iniciativa da AL é um exemplo a ser seguido e espero que seja ampliado", afirmou.
Walkíria Macedo de Souza, filha de Gordurinha, agradeceu a homenagem ao seu pai e disse que ele foi um grande cantor, compositor e humorista. Bastante emocionada, lamentou que o nome dele e sua obra estivessem passando por um processo de esquecimento. "Sem a edição desta obra, com certeza o nome dele daqui a algum tempo seria pouco lembrado. Muito obrigado à Assembleia Legislativa pela edição desta obra que resgata a história do meu pai", disse.
Riachão, com a sua peculiar alegria, agradeceu a Deus e "ao coração dos amigos" por ter sido escolhido para ter a vida biografada e destacou a necessidade de o artista ter apoio para poder expressar a sua arte. "Pouco adianta ser cantor ou poeta se não contar com o apoio de pessoas que nos ajudam a ir adiante", afirmou.
O cantor disse que não tinha palavras para agradecer a homenagem e pedia a Deus para continuar "adoçando" o coração das pessoas envolvidas com o resgate da memória dos grandes sambistas da Bahia, "principalmente o dessa gatinha que se dedicou a escrever sobre este malandro", encerrou Riachão carinhosamente se dirigindo à escritora Janaína Wanderley da Silva.
O procurador-geral do município, Pedro Guerra, irmão de Guido Guerra, parabenizou a Casa pela edição dos livros e lembrou o amor de Guido pelo seu trabalho e por sua família e da lacuna que a sua morte há dois anos deixou no jornalismo baiano. "É um exemplo de vida, de ética, dignidade e lealdade. Apesar do apelido de papagaio devasso, era um anjo de bondade e ternura", ressaltou Guerra.
Da posição privilegiada de quem viu os primeiros escritos de Guido, Pedro Guerra afirmou que a sua obra não nasceu nas bibliotecas e gabinetes, mas nas ruas, nos bairros, muitas vezes em um pedaço de guardanapo com a ponta queimada e às vezes com cheiro de perfume de origem suspeita. "Esteja onde estiver, Guido está feliz com esta homenagem, que é merecida, porque ele é gente da Bahia", afirmou.



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