Foi maciça a presença do público na festa de inauguração da Coleção Gente da Bahia. Cerca de 700 kits com os cinco primeiros livros da coleção (tiragem global de mil exemplares de cada volume) desapareceram em pouco mais de uma hora, mas a solenidade ultrapassou às 20h, pois os escritores autografaram os livros.
Destaque para os familiares de Gordurinha que vieram de Taguatinga, no Distrito Federal, de dona Nancy Carybé, que convalesce de desconforto de saúde, e de dona Dorinha, mãe de Guido Guerra, que já avança nos anos. Riachão, com seus 87 novembros, depois de sofrer o golpe dilacerante de perder a sua amada Dalva e os filhos, era todo emoção – e emocionou.
Amparado pela fé e com o peito cheio das doces lembranças de seus entes queridos, ele manteve a sua alegria de viver dos predestinados. Foi interrompido duas vezes em seu singelo agradecimento por vibrantes aplausos. Ao discursar, Marcelo Nilo disse que Riachão é um patrimônio do povo da Bahia, amado e respeitado por todos, recusando-se a aceitar seus agradecimentos:
"A Assembléia, senhor compositor, senhor sambista e artista popular, só cumpriu com o seu dever. Esta homenagem não é o deputado Marcelo Nilo ou qualquer um dos 63 deputados que lhe presta. Muito menos um favor ou exagero prestado por algum servidor da Casa ou ainda também não é do próprio Legislativo de nossa terra. A homenagem prestada a Riachão e às demais personalidades agora biografadas é do povo da Bahia."
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