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Deputado quer ampliar segurança nos equipamentos das piscinas

Publicado em: 29/01/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Emério Resedá afirmou que é preciso preservar a vida das pessoas que usam as piscinas
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A morte de uma menina de 13 anos, que se afogou numa piscina após ter seus cabelos sugados pelo sistema de sucção de água, levou o deputado Emério Resedá (PSDB) a apresentar na Assembléia projeto de lei para ampliar a segurança desses equipamentos. A proposição obriga clubes sociais e esportivos, condomínios, hotéis, academias a colocar dispositivos de segurança para interromper o processo de sucção em piscinas.
De acordo com o projeto, o dispositivo deverá estar colocado em local de fácil alcance, inclusive para crianças e portadores de deficiência locomotora. Além disso, o local deverá estar sinalizado com placas. "As piscinas novas deverão ter, além do dispositivo, bombas de sucção que interrompam o processo automaticamente sempre que o ralo se encontrar obstruído", determina o artigo 2o da proposta.
"Registros de acidentes como prisão de costas e barrigas, causando hematomas acentuados e nos casos mais graves levando à morte, por afogamento, entre outros, são motivos de preocupação que merecem atenção", observou Emério Resedá, na justificativa do documento. Para ele, a instalação desses dispositivos para interromper o processo de sucção vai evitar esses tipos de acidentes, preservando a vida das pessoas que vão utilizar piscinas.
O parlamentar citou, na justificativa do projeto, o caso da menina que teve seus cabelos sugados, em janeiro deste ano. Jacqueline Resende dos Santos de Almeida ficou 15 minutos submersa em uma piscina de um condomínio de luxo em Barra do Jacuípe, há cerca de 80 km de Salvador. O irmão dela de 10 anos ainda tentou salvá-la, mas não conseguiu livrá-la da bomba.



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