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Adolfo Menezes lamenta a morte de José Cerqueira Filho

Publicado em: 10/04/2026 14:49
Editoria: Notícia

Falecimento do jornalista consternou o parlamentar
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
Através de moção apresentada na Assembleia Legislativa, o deputado Adolfo Menezes (PSD) lamentou a morte do jornalista e sociólogo José Cerqueira Filho, ocorrida no dia 28 de março, em Salvador. No documento, o legislador ressaltou que o comunicador de 77 anos deixou um legado de mais de cinco décadas dedicadas à cultura e ao jornalismo baiano. Como justificativa, o Adolfo Menezes destacou sua trajetória, destacando a formação acadêmica pela Ufba e sua atuação ética e inovadora em diversas frentes da comunicação.

Nascido em Jequié, no Sudoeste da Bahia, em 20 de novembro de 1948, era filho de José Cerqueira Faleiro e Avelina Costa Cerqueira, pai de Júlia e irmão de Luiz Carlos, Marileide, Jaques e Jorge Luiz. José Cerqueira, como era chamado pelos amigos e colegas que conquistou ao longo da vida, graduou-se em Ciências Sociais, em 1971; e em Comunicação, no ano de 1977, ambos pela Universidade Federal da Bahia. Era casado há 44 anos com a gaúcha Malu Kops.

“Desde a juventude, Cerqueira sempre foi uma pessoa irrequieta, inovadora, detalhista e obstinada. Na vida acadêmica já demonstrava isso, quando conseguiu levar o compositor Gonzaguinha à EBC para um bate-papo com os estudantes. Anos depois, já na assessoria de Comunicação da Telebahia, em parceria com o amigo e jornalista Tasso Franco, conseguiu uma antológica, e quase inédita, entrevista com Roberto Marinho, o então todo poderoso chefão da Rede Globo”, lembrou o deputado.

Adolfo Menezes ainda ressaltou a atuação de Cerqueira em várias redações de jornais baianos - a exemplo da Tribuna da Bahia, onde foi repórter e editor, entre dezembro de 1972 e novembro de 1973. Realizou uma das primeiras entrevistas com Gilberto Gil depois da volta, em 11 de janeiro de 1972, do exílio, em Londres. Deu voz aos Tropicalistas e foi figura importante no lançamento dos Novos Baianos – grupo nascido em 1968, em Salvador, que reunia o agrônomo Luiz Galvão; o menino de Ituaçu Moraes Moreira; a niteroiense Bernadete Carvalho, a Baby Consuelo; e o ex-crooner da Orquestra Avanço, Paulinho Boca-de-Cantor, vindo de Santa Inês, no Vale do Jiquiriçá. Paulinho era vizinho de Alvinho Guimarães – e de João Ubaldo Ribeiro – na 8 de Dezembro, na Barra.

Apaixonado pela cultura baiana, Cerqueira levou essa marca para empresas públicas e privadas onde trabalhou. Como na Bahiatursa, em 1974, sendo um dos fundadores da revista Viver Bahia – um dos veículos culturais mais importantes da época. Na Telebahia, de 1977 a 1987, sob o comando do jornalista Fernando Vita, editou o house organ “Jornal da Telebahia”, em companhia de seu amigo, o jornalista Tasso Franco.

“Essa dupla fez o jornal ultrapassar os limites da empresa, com entrevistas memoráveis, a exemplo da já citada com Roberto Marinho, além de personalidades como Raul Seixas e Jorge Amado”, recordou.


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