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Heraldo Rocha lamenta morte de Edith do Prato

Publicado em: 14/01/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputado destacou trajetória da artista
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Morreu última quinta-feira, dia 8, em Salvador, aos 94 anos, Edith do Prato. Nascida em Santo Amaro da Purificação, Edith Oliveira Nogueira surgiu para a música brasileira na década de 70, com uma participação especial no disco Araçá Azul, de Caetano Veloso, onde fazia o que mais sabia: entoar samba de roda e raspar a faca no prato. O deputado democrata Heraldo Rocha conta a história desta costureira ocasional e festeira inveterada na moção de pesar que apresentou à Assembléia Legislativa, onde lembra a estréia no palco do Teatro Castro Alves, “dividindo os holofotes com Caetano, Chico Buarque e MP4, momento esse que lhe proporcionou grande alegria e realização”.
Do filho de leite Caetano Veloso viria, além do lançamento para a música brasileira, também a primeira chance de gravar. “O envolvimento com o mundo do samba foi bem vivenciado por Edith do Prato, o que lhe traria grandes recordações”, diz Rocha, lembrando que “nas paredes de sua casa havia imagens de Caetano e Bethânia, que só perdiam na devoção para entidades do candomblé”. Mas ela venerava também santos católicos. “Filha de Oxum Maré, Dona Edith não se furtava ao sincretismo explícito. Quando questionada se era católica, dizia sem titubear: "Graças a Deus".



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