Os líderes do governo e da oposição, Rosemberg Pinto (PT) e Tiago Correia (UB), respectivamente, se revezaram na presidência dos trabalhos durante pequeno expediente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), nesta quarta-feira (10). A sessão teve seis parlamentares inscritos que discorreram sobre assuntos variados, entre eles as consequências das enchentes em Vitória da Conquista, a agenda de atividades da Comissão de Meio Ambiente, Mês da Mulher e repercussões do caso relacionado ao banco Master.
Zé Raimundo Fontes (PT) se solidarizou com as vítimas das enchentes ocorridas em Vitória da Conquista, criticou a gestão do município que, segundo ele, teve projetos de 9 milhões de reais e não interveio na área urbana. Por fim, lamentou que a gestora atribua o desastre ao governo federal. “A gestora teve o apoio do governo federal e não pode jogar no colo do governo a sua responsabilidade”.
José de Arimatéia (Republicanos) falou sobre a importância do acolhimento das famílias com filhos com Transtorno de Espectro Autista na Bahia. Ele anunciou audiências já agendadas pela Comissão de Meio Ambiente, entre elas a mais próxima, que versará sobre a ponte Salvador Itaparica. Também saudou os optometristas pelo seu dia, comemorado no dia 6 de março.
Olivia Santana (PCdoB) se solidarizou com a família de Rosânia Borges, vítima da enchente em Vitória da Conquista, reforçou o apoio do Poder Executivo da Bahia na região e apontou para a necessidade de mudança de padrão de desenvolvimento das cidades. Também destacou o movimento Mulheres em Luta (MEL) que leva projetos às instâncias legislativas e fez um apelo para que a Casa passe a votar os projetos que impactam a vida das mulheres.
Tiago Correia (UB) informou sobre a indicação feita ao governador Jerônimo de isenção do IPVA para os idosos, levando em conta renda mensal e dificuldade de locomoção, entre outros critérios. Ele reforçou a necessidade dos idosos de independência na automação, lembrando que muitos não têm condições de comprar carro, abastecer o veículo, nem de pagar os impostos devidos.
Rosemberg Pinto (PT) informou sobre as ações do governo ao longo dos 20 anos. Em resposta a parlamentares da oposição que associaram o PT à corrupção, o líder da situação apontou as notícias divulgadas nos meios de comunicação brasileiros, que dão conta de que o vice-líder do União Brasil, ACM Neto, recebeu do Banco Master R$3,6 milhões, em contrato de consultoria.
Luciano Ribeiro (UB) considerou seletivo o vazamento da informação, defendeu o vice-líder do seu partido e lamentou a fala de Rosemberg em criminalizar um contrato que, segundo ele, o serviço foi prestado por alguém que não exerce cargo público e recebeu a sua remuneração, com contrato, nota fiscal emitida, dinheiro na conta, prestação de serviço e pagamento de impostos.
Reportagem: Rita Tavares
Edição:Franciel Cruz
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