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Petista destaca luta de militante negro

Publicado em: 09/01/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Fátima fez homenagem póstuma a professor
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O professor gaúcho Oliveira Ferreira da Silveira, um dos idealizadores do Dia da Consciência Negra, morreu no primeiro dia do ano, aos 67 anos, vítima de câncer. A ocorrência fúnebre foi lamentada na Assembléia Legislativa pela deputada Fátima Nunes (PT), autora de moção de pesar protocolada na Secretaria da Mesa.
"Diante do lamentável acontecimento e com profunda tristeza é que o nosso gabinete, solidário com a família nesse momento de infortúnio, apresenta a presente moção, como prova do nosso apreço e da admiração por tudo que realizou em prol da comunidade negra do nosso país", diz Fátima. Ela aproveitou a apresentação do documento para contar não só um pouco a história de Oliveira, como da própria construção do movimento negro.
"Durante a comemoração do Dia da Consciência Negra, no ano passado, Oliveira Silveira explicou, em uma entrevista à imprensa, o motivo pelo qual um grupo de negros decidiu, em 1971, criar uma data para reverenciar Zumbi dos Palmares e o Quilombo de Palmares, para substituir o 13 de Maio, dia da Abolição da Escravatura", conta a deputada, explicando que, para ele, o 13 de Maio não tinha nenhum significado para os negros de Porto Alegre, surgindo a idéia de encontrar uma nova data.
Professor, poeta e pesquisador, Oliveira foi membro do Grupo Palmares, em Porto Alegre, entidade que, durante o regime militar, evocou ícones negros como Luís Gama e José do Patrocínio. Ele estava internado há 15 dias, no Hospital Ernesto Dornelles, naquela capital. Era natural de Rosário do Sul e formado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com especialização em língua francesa.



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