A Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público promoveu, na noite da última quinta-feira, uma audiência pública na comunidade de Monte Gordo, no município de Camaçari, para debater a implantação de uma escola estadual técnica de 2º grau com ensino médio profissionalizante nas áreas de turismo, pesca e agricultura. “Esta é uma reivindicação antiga da comunidade e já esta prevista no Orçamento do Estado”, afirmou o presidente do colegiado, deputado Bira Corôa (PT).
Segundo o professor Marcelino Almeida, representante da Secretaria de Educação de Camaçari, a implantação é completamente justificável, uma vez que existe um grande número de alunos que poderiam se profissionalizar. “Somente na região de Monte Gordo, Abrantes, Barra do Pojuca temos mais de 1.200 alunos”, enfatizou. Já Creonice Maria Campos, professora há 27 anos, disse que se esta solicitação for realmente atendida a comunidade terá sua qualidade de vida melhorada significativamente. Pensamento corroborado por José Marcelino, vereador eleito no último pleito. “Se a gente não entender que a educação é o melhor caminho, não teremos futuro”, destacou.
Para que esta implantação ocorra de fato é necessário que a prefeitura ceda o terreno. Segundo Davi Rios, representante da Secretaria de Planejamento, este aspecto já esta sendo acordado. “Primamos por um planejamento participativo, o governo de Camaçari sempre consulta a comunidade”, destacou. Neste aspecto, a comunidade organizou um abaixo assinado, que já tem 1.500 assinaturas, que será enviado à prefeitura de Camaçari, solicitando que a área disponibilizada seja um terreno de 17 mil metros quadrados, situado na estrada velha de Monte Gordo. Este mesmo documento será direcionado ao governador Jaques Wagner, pedindo urgência nesta implantação.
“Esta unidade escolar irá proporcionar à juventude de Monte Gordo e adjacências uma melhor qualificação profissional e qualidade de vida, garantindo assim uma melhor estrutura social”. Este texto, que encabeça o abaixo assinado, foi reafirmado pelo professor Roberval Sena, para quem “os alunos terão mais perspectiva e uma melhor visão de futuro”, e por Jucélia Barbosa, que já terminou o ensino médio normal e afirma que sonha com um curso profissionalizante. “A gente tem que se desenvolver e para isso temos que ter uma profissão”, concluiu.
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