A morte do radialista Pacheco Filho, aos 82 anos, ocorrido em 2 de dezembro, foi lembrada na Assembléia Legislativa por meio de moção de pesar apresentada pelo deputado Heraldo Rocha (DEM).
Balbino Pacheco de Oliveira Júnior, o Pacheco Filho, nasceu em Salvador em 15 de outubro de 1926 e começou sua carreira no rádio aos 16 anos, depois de um concurso para locutores na Rádio Excelsior. Segundo o deputado, ele foi rapidamente afastado do cargo por conta de sua pouca idade, que não lhe permitia trabalhar. Quando o empresário Almeida Castro voltou à rádio como diretor, convocou Pacheco para retomar o cargo, visto que ele já tinha quase 18 anos. Com Humberto Santiago, Pacheco aprendeu a fazer rádio-teatro e foi galã da novela "A mulher inesquecível".
Trabalhou também na Rádio Sociedade em Pernambuco e rapidamente se tornou produtor de programas, locutor e rádio-ator. Dirigiu o setor artístico da Rádio Cultura, onde fazia diversos programas, sendo o mais conhecido deles o "Só para mulheres".
"Pacheco Filho sempre foi conhecido por seu jeito cativante e extremamente polido, que conquistava os ouvintes, sobretudo as mulheres. Seu caráter e o carinho que dedicou a tudo e a todos fazem dele uma personalidade marcante da cultura radiofônica da Bahia, que tão bem ele representou", lembra o parlamentar. Em 1959, Pacheco Filho se tornou vereador. Em 64, foi morar no Rio de Janeiro, onde ficou por nove anos, trabalhou como radialista e teve participações na televisão. Retornou à Bahia por conta de problemas de saúde na família e aqui fez diversos bicos para rádios como Cultura e Itaparica, na época dirigida por Sérgio Kertész.
RETORNO
Em 2005, Mário Kertész entregou a Pacheco Filho um programa noturno chamado "Encontro com Pacheco Filho", na Rádio Metrópole, que marcou o retorno deste grande profissional. Posteriormente, passou a ir ao ar nos fins de semana, nesta mesma rádio, com o "Almoçando com Pacheco Filho", onde misturava bate-papo e boa música.
Para o democrata, "a morte física, aos 82 anos de linda história, do grande Pacheco Filho" provoca um profundo sentimento de dor e perda. "Entretanto, um nobre fato que acalenta todos aqueles que tiveram o prazer em compartilhar de sua prestigiosa presença é a certeza em saber que esse ilustre baiano deixou para todos seus familiares e amigos o exemplo de um homem honrado, honesto, de caráter, esposo dedicado, pai provedor, avô carinhoso e amoroso, amigo e companheiro", afirma.
O radialista deixou seis filhos e 14 netos, frutos de seus três casamentos. De acordo com Heraldo Rocha, além do rádio, a paixão de Pacheco eram os filmes das décadas de 30 a 50. "Agora que Pacheco não mais se encontra entre nós, é sua força, seu entusiasmo e seu talento para a radiodifusão que ficam na memória, e diante de sua bela história e por essa grande perda para os amantes do rádio, mais do que póstuma homenagem, queremos prestar nossos sinceros pêsames à família, aos muitos amigos e fãs do já saudoso Pacheco Filho. Estes só terão coisas boas ao lembrarem-se deste homem guerreiro, batalhador, generoso e de sorriso fácil, que com seu dom especial, seu talento nato para o rádio, contribuiu de forma memorável e bela para a história cultural da nossa querida Bahia", ressalta o deputado na moção a ser comunicada aos familiares de Pacheco Filho, ao presidente do Grupo Metrópole, Mário Kertész, à Rádio Metrópole, à Rádio Excelsior da Bahia, à Rádio Cultura da Bahia e ao Sindicato dos Radialistas da Bahia.
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