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Comissão de Educação vota favorável às EFAs

Publicado em: 10/12/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Projeto de autoria do Executivo foi elogiado por parlamentares de diversos partidos
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"Não sair do campo para estudar, nem estudar para sair do campo." O texto exibido por estudantes de Escolas Famílias Agrícolas resume o sentimento deles ao comemorar o envio do projeto de lei de autoria do Executivo, que institui o Programa Estadual de Apoio Técnico-financeiro às Escolas Famílias Agrícolas. A celebração foi feita durante audiência pública realizada pela comissão de Educação, Cultura e Ciência e Tecnologia, presidida pelo deputado Bira Corôa (PT).
"É um momento histórico", resumiu o presidente da comissão. De acordo com o deputado petista, as Escolas Famílias Agrícolas mudam o paradigma do ensino, uma vez que oferecem conhecimento ao mesmo tempo em que contribuem para a fixação do homem no campo. Vestido de terno de linho – usado apenas para ocasiões nobres, segundo ele –, o deputado Gilberto Brito (PR), relator do projeto, não escondeu a emoção. "A Escola Família Agrícola é uma das maiores iniciativas humanas", definiu.
A audiência pública contou com a presença de pelo menos sete deputados e representantes das secretarias estaduais de Educação (SEC) e Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), além de dezenas de estudantes, ex-alunos e professores de Escolas Famílias Agrícolas. "Este é o coroamento de um trabalho de 34 anos", definiu o coordenador de Educação do Campo da Secretaria da Educação, José Humberto Torres. Ele ressaltou que as EFAs contribuem para a redução da evasão escolar no campo e para a fixação dos jovens na zona rural.
O representante da União Nacional das Escolas Famílias Agrícolas do Brasil (Unefab), João Bengnami, concorda. "É preciso desenvolver o meio para que o jovem não tenha que sair dele quando começar a estudar", disse. Para Bengnami, o projeto de lei é melhor que as leis já vigentes nos estados de Minas Gerais, Amapá e Espírito Santo. "Mas a luta não acaba com a aprovação do projeto. É preciso definir valores e forma de repasse de recursos para as escolas", disse.
As experiências alternativas educacionais das Escolas Famílias Agrícolas tiveram início na França, em 1935, e chegaram ao Brasil nos anos 60. Na década seguinte chegaram à Bahia. Dos 248 centros existentes no país, 34 estão em pleno funcionamento no estado e outros 210 estão em processo de implantação. As escolas baianas já formaram mais de 12 mil jovens rurais em 188 municípios. Hoje, são 2.633 alunos novos.



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