"O Dia Nacional da Pastoral da Criança, se quisermos, podemos afirmar, sem exagero, que é também: o dia da missão em louvor à vida, da justiça social, da solidariedade, da partilha, da criança saudável, da família feliz", enfatizou o deputado Yulo Oiticica (PT), proponente da sessão especial que comemorou na Assembléia Legislativa o Dia Nacional da Pastoral da Criança e os 25 anos de existência desta missão cristã no Brasil. Segundo o parlamentar petista, esta ação foi concebida pelo "ventre fértil da solidariedade, fruto do casamento perfeito da sensibilidade com o compromisso cristão".
Já para Aristela Leal, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, este trabalho é, na realidade, uma imprescindível colaboração na garantia de direitos constitucionais. Atualmente, a pastoral está presente, além do Brasil, em mais 17 países, com a proposta de levar vida em abundância para todos, através de atividades de prevenção, resgate e promoção da vida onde ela está sendo ameaçada, maltratada ou negada. Os critérios para esta atuação são embasados em valores bíblicos e nas práticas da saúde preventiva ou curativa.
VALORES
Para o deputado Bira Corôa (PT), nestes 25 anos a pastoral ajudou na formação de uma sociedade mais igualitária, fundamentada na criança e nos valores familiares. "É um trabalho que consolida o alicerce de qualquer nação, a família", enfatizou. Já Cosme dos Santos, representante da coordenação estadual da pastoral, salientou o orgulho que todos os líderes comunitários, mesmo os que não estiveram presentes nesta homenagem, sentem em ver seu trabalho reconhecido, mas, para ele, ainda falta muito para atingir a meta de 100% de atendimento. "O nosso principal objetivo é atender todas as crianças e hoje só atendemos 19% da demanda estadual, por isso esta sessão é importante, já que outras pessoas, ao conhecerem nossa ação, podem se transformar em voluntario", frisou.
A pastoral está presente em todas as dioceses da Bahia, atendendo mensalmente cerca de 220 mil crianças de 0 a 6 anos, 171 mil famílias e aproximadamente 15 mil gestantes. Este trabalho é executado por mais de 32 mil voluntários nas mais de 6.500 comunidades espalhadas por 390 municípios baianos. "Independente do credo, a nossa opção é pela vida. Se a gente não sonha, a gente não realiza", enfatizou Jurani Sales, coordenadora da Arquidiocese de Salvador.
PROJETO
Em dois momentos, o público que lotou as dependências do plenário, manifestou enorme satisfação: a apresentação da orquestra de flauta doce do Projeto Musicanto, da Associação Beneficente Padre Pinto, com 22 crianças que apresentaram um repertório eclético, executando canções como Asa Branca, de Luiz Gonzaga, e músicas natalinas; e a audição de uma mensagem enviada por Zilda Arns, uma das idealizadoras da pastoral: "Eu gostaria que todos os líderes comemorassem e que fossem visitar mais comunidades, mais famílias, para que esta rede de solidariedade no Brasil, que está sendo exemplo para o mundo inteiro, possa beneficiar todas as crianças pobres", enfatizou.
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