Foi realizada ontem, das 9h às 17h, no Serviço Social da Assembléia Legislativa da Bahia, a terceira campanha de coleta de sangue para a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba). Essa campanha foi criada pela Superintendência de Recursos Humanos da Casa junto com o Hemoba e coordenada pelo Serviço Social da AL. "Precisamos ter o sentimento de cidadão", afirma a assistente social da Casa, Maria Glória Guimarães.
As etapas para doar são: primeira, a pessoa passa por uma entrevista onde são feitas perguntas sobre o histórico de sua saúde, tiram sua pressão e sua temperatura; segunda, faz o exame de anemia pelo sangue tirado do dedo; e, por último, faz a doação. Para a estagiária de Enfermagem da Casa, Adriana Aelo, a reposição de sangue é o ato que tem o custo mais barato para o governo e pode salvar muitas vidas.
Dentre as regras básicas de doação estão: não estar gripado ou com febre, não estar grávida ou amamentando, não ter tido hepatite após 10 anos de idade, não ter ingerido bebida alcoólica no período de quatro horas antes da doação, tatuagens e piercings precisam ter mais de um ano de feitos, não pode portar doenças transmissíveis pelo sangue (HIV, HTLV, sífilis, doença de Chagas), não pode ser usuário de drogas, não pode ter risco de doenças sexualmente transmissíveis e não deve ter doado sangue a menos de dois meses para o homem e três meses para a mulher.
Na Bahia, a expectativa de 3% da população doar ainda não foi alcançada. Atualmente 1,3% da população doa, e os dados revelam que as mulheres são a maior parte desses doadores. Segundo a enfermeira do Hemoba Ana Mariano, as mulheres respondem bem ao chamado e sua representatividade nas doações é grande, mas ainda é preciso criar uma cultura de doar sangue na Bahia, pois está muito abaixo da necessidade.
"Um dos problemas de doação na Bahia é que a maioria dos doadores não é voluntária, mas de reposição, pois eles só vão doar porque algum conhecido precisa", explica a enfermeira do Hemoba Maria Luisa Consoli.
Até às 10 horas da manhã já tinham sido doadas cerca de 20 bolsas de sangue. Na Assembléia esse programa é realizado entre três e quatro vezes ao ano e a Casa tem sido considerada pelo grupo da Fundação como uma das principais colaboradoras de sangue. Ao final do dia, encerrou-se a campanha com o comparecimento de 75 candidatos à doação, sendo que 18 foram considerados inaptos e 57 doaram sangue. A média tem sido de 60 doações em cada campanha.
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