O Biodiesel pode promover a inclusão social de agricultoras e agricultores familiares? É possível conciliar o cultivo de matéria-prima para a produção de biodiesel sem comprometer a produção de alimentos e a sustentabilidade ambiental? Essas e outras questões vão ser debatidas durante a Sessão Especial que acontece no dia 10 de dezembro, às 10 horas, na Assembléia Legislativa com tema "Biodiesel e Agricultura Familiar: desafios para a inclusão social". A atividade é promovida pelo mandato da deputada Neusa Cadore (PT), vice-presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural, e terá como um dos palestrantes Miguel Rossetto, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário e atual diretor de Desenvolvimento Agrário, Suprimento e Comercialização da Petrobras Biodiesel.
A sessão tem como objetivo provocar a discussão em torno dos limites e possibilidades da inserção da produção do biodiesel no contexto do empoderamento e fortalecimento da agricultura familiar. "A marca do Programa Brasileiro (Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), cuja meta é articular e ampliar a produção de alimentos, consorciada com a de oleaginosas, já explicita bem isso", ressalta Miguel Rosseto, que defende ainda a ocupação central desse segmento no cultivo da matéria-prima do biodiesel.
O evento pretende abordar a construção de um modelo de desenvolvimento que contemple a nova matriz energética e enfrente o desafio de ampliar as oportunidades para os agricultores familiares, aumentando a geração de emprego no campo e, ao mesmo tempo, garantindo a segurança alimentar. Apesar de toda a polêmica que esse debate envolve, sobre a competição com os complexos agroindustriais, recentemente, o presidente Lula declarou que o biodiesel constitui uma chance extraordinária para a agricultura familiar do semi-árido nordestino conseguir uma melhor renda e defendeu a possibilidade de compatibilizar a produção de alimento e o combustível, sem prejuízos para nenhuma das partes.
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