O deputado Gilberto Brito (PR) solicitou à Companhia de Eletrificação Rural da Bahia (Cerb) a destinação, para hortas comunitárias, das águas de poços impróprias ao consumo humano, com vazão superior a 3 mil litros/hora. Sempre preocupado com o problema da falta de irrigação em algumas regiões, o parlamentar explica que rotineiramente a Cerb, um dos "mais conseqüentes organismos do governo do Estado", perfura poços tubulares visando ao abastecimento humano na região do semi-árido do Estado.
Brito explica que muitos deles, pela vazão e qualidade da água, se constituem em verdadeiras bênçãos, se não do céu, mas do ventre da mãe terra. O parlamentar ainda afirma que outros poços, mesmo com vazões consideráveis, têm na composição do líquido algum componente químico impróprio ao consumo humano, o que os torna inúteis e, por via de conseqüência, não são instalados, o que aparenta desperdício, apesar de ninguém ser capaz de, antecipadamente, saber a qualidade da água que circula nas entranhas da terra.
Evidente que, em não sendo atribuição da Cerb tal atividade, a administração do manancial seja transferida para um outro organismo do Estado, conquanto que o investimento inicial não seja perdido e o conforto seja levado ao resistente sertanejo.
"Em assim sendo, e tendo em vista que os que habitam os campos do semi-árido não somente padecem com a falta de água para uso direto, como também para a própria subsistência, indico ao presidente da Cerb estudar a possibilidade em autorizar a instalação de todos aqueles poços com vazão superior a três mil litros/hora e com águas cientificamente impróprias para o consumo humano, a fim de serem destinados à irrigação de hortas comunitárias e outras culturas de pequeno porte", conclui Gilberto Brito.
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