Um dos maiores objetivos da Economia Solidária é a inclusão social. Isso ficou bem claro no amplo debate promovido pelo deputado Javier Alfaya (PCdoB), ontem à tarde, no Plenarinho da Assembléia Legislativa, com o objetivo de analisar o Marco Legal da Economia Solidária e, principalmente, lançar uma Frente Parlamentar de apoio a esse movimento de grande importância na economia mundial.
O tema, apesar de parecer novo para alguns, está consolidado na vida econômica da Bahia e do país, promovendo a tão reivindicada inclusão social, quando famílias, desempregados, associações, cooperativas e outras entidades procuram uma forma de subsistência, às vezes, com pontos contraditórios, mas com algo em comum: a luta pela sobrevivência.
O secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Nilton Vasconcelos, acompanhado de técnicos em economia, o vereador Everaldo Augusto, professor Peixinho, da Desenbahia, Débora Nunes, coordenadora de Extensão Comunitária da Universidade do Salvador (Unifacs), entre outros convidados, fizeram ampla explanação sobre o tema para uma platéia que lotou as dependências do Plenarinho.
Um modelo alternativo de produção, que busca uma melhor distribuição de renda e onde os próprios trabalhadores assumem coletivamente a gestão de seus empreendimentos econômicos. Com essa definição de Economia Solidária, confirma-se a intenção da valorização do ser humano.
Bastante satisfeito com o sucesso do encontro, o deputado Javier Alfaya fez questão de convidar a todos para o debate que será realizado no próximo dia 4, a partir das 18h30, no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador, na Praça Municipal, promovido pelo Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), com apoio da UNE, Ubes, CTB, Unegro, com o tema Crise Mundial, Eleição de Obama e Unidade Latino-Americana.
"Precisamos também discutir a crise do crédito internacional. Essa crise que se iniciou nos Estados Unidos e que afeta a economia mundial", concluiu.
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