O deputado estadual Capitão Tadeu (PSB) representou a Assembléia Legislativa ontem, na reunião da Comissão da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), conferência marcada para agosto de 2009, em Brasília. A Conseg tem como objetivo reunir a sociedade, servidores das instituições de segurança pública, mídias e organismos internacionais para contribuir na formulação de políticas públicas de re-coesão social. Direito fundamental do cidadão, a segurança pública é hoje uma das principais preocupações dos brasileiros.
Participaram da reunião, que aconteceu no auditório da Secretaria de Segurança Pública, o secretário César Nunes, representantes das polícias Militar e Civil, da Secretaria da Justiça, entre outros. A expectativa é reunir em Brasília mais de dois mil representantes de todo o país, eleitos nas etapas municipais e estaduais da Conferência. Serão discutidos temas como cidadania, participação popular, prevenção e repressão ao crime, entre outros. O intuito é elaborar uma nova Política de Segurança Pública para o Brasil, que será construída a partir das discussões que serão realizadas.
Após a explanação da consultora do Ministério da Justiça, Regina Lopes, responsável pela mobilização dos agentes nos estados da Bahia, Sergipe e Alagoas, ficou marcada uma nova reunião para o dia três de dezembro, no auditório do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Capitão Tadeu elogiou a iniciativa, mas advertiu que, para alcançar o sucesso esperado na mobilização para a conferência, o governo deve sinalizar que pretende elevar o investimento na segurança pública.
O deputado afirmou que é possível perceber na sociedade civil um descrédito em relação à ação do Estado nessa área. "Eu, que tenho nos agentes da segurança pública a minha base política, estou tendo dificuldades para me comunicar, porque eles querem algo de mais concreto dos governos estadual e federal", disse o deputado, ressaltando que o Pronasci, que tem muitos pontos positivos, também causou insatisfação na corporação por criar distorções, como no caso da bolsa formação que faz com que soldados que participam do programa possam ganhar o mesmo que sargentos, quebrando a hierarquia salarial.
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