O presidente Marcelo Nilo iniciou seu discurso ressaltando que o título de cidadão é a maior honraria que a Assembléia Legislativa pode conferir. Por conta disso, disse que sempre foi econômico e criterioso ao propor a honraria nos seus cinco mandatos de deputado. "A Bahia, através de seus representantes, agradece a longa folha de serviços prestados à nação em sua brilhante carreira de militar dedicado, responsável e disciplinado que elevou o senhor aos cargos mais altos da força terrestre", enfatizou.
O parlamentar aproveitou o discurso para descrever a trajetória do militar fluminense que, em 60 anos, deixou a zona rural do Rio de Janeiro para construir uma história dentro do Exército. O início da carreira foi em fevereiro de 1967, quando ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras. "Bacharel em ciências militares, completou com brilhantismo diversos cursos de especialização e aperfeiçoamento de oficiais, entre os quais destaco o curso de comando do Estado Maior do Exército e o de altos estudos de política e estratégia, na Escola Superior de Guerra", avaliou.
Fluente em espanhol, inglês, francês e italiano, Barbosa, além de funções de comando, exerceu cargo de oficial superior como instrutor das escolas de Artilharia da Costa Anti-aérea, por exemplo, tendo dirigido os cursos de altos estudos e de política estratégia – programas intersetoriais a cargo da Administração Central do Ministério da Defesa. Nilo frisou que esta não foi a primeira honraria de que o general recebeu - e citou condecorações recebidas no exterior e no Brasil. "Está de parabéns o general-de-divisão Gilberto Arantes Barbosa e mais ainda a Bahia e os baianos", encerrou.
ALMA DO BRASIL
O general ocupou a tribuna para fazer um rápido pronunciamento, dizendo não ser "fácil transformar em palavras o que estou sentindo" e agradeceu a todos por um "momento tão precioso". Para ele, a concessão do título é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo Exército. "Sou apenas o porta-voz, a personificação deste reconhecimento", disse, explicando que, após tantos anos vestindo a farda, já não sabe a diferença entre ele e a corporação.
Ao se lembrar da infância, contou que nasceu na zona rural da pequena cidade de Santo Antônio de Pádua, onde nem mesmo havia luz elétrica. Na ocasião, perguntava à mãe: "O que é mais distante, Pádua ou Salvador?" Ao ter a resposta, concluiu que, "então é para lá que quero ir", pois queria ir longe. Só aos dez anos, no entanto, veio a conhecer a vida na cidade de Pádua e há 20 anos, finalmente, pôs pela primeira vez os pés em Salvador, como turista.
"As pessoas sonham e têm que correr atrás para realizar", disse, explicando que a chegada à Bahia para assumir o comando da VI Região Militar "foi o pico dessa busca de transformar o sonho em real". Para ele, "a atmosfera da Bahia tem a alma da Brasil. É o próprio sinônimo do país".
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