Preocupada com as dificuldades que os deficientes visuais ainda enfrentam no cotidiano, a deputada Maria Luiza Carneiro (PMDB) transformou em projeto de lei uma antiga reivindicação dessa categoria de portadores de necessidades especiais. A proposta apresentada pela parlamentar na Assembléia Legislativa obriga as farmácias, drogarias e estabelecimentos similares localizados em todo o estado a manter a disposição do público, para consulta, a lista de medicamentos genéricos em braile.
Maria Luiza afirma que o custo do medicamento genérico é acentuadamente mais barato do que o custo do medicamento de linha normal dos laboratórios fabricantes, sendo que a redução, em alguns casos, chega a oitenta por cento. Mas nem sempre a relação dos medicamentos genéricos é divulgada pelas farmácias, drogarias e estabelecimento similares. Assim, prossegue a deputada, a população, não tendo condições de comprar os medicamentos de marca, pelos altos custos, se vê com a saúde em risco, chegando às vezes ao extremo do óbito.
"Sabe-se que o número de portadores de deficiência visual constitui uma parcela significativa do mercado e também um contingente carente de maior inclusão social. Neste sentido, a existência do sistema braile, que consiste em um conjunto de caracteres codificados e impressos em relevo, permite essa inclusão social através da leitura pelo teto, por meio do toque dos dedos das mãos", justifica a deputada.
O sistema braile constitui-se num enorme avanço no sentido integrar pessoas cegas ao convívio com a cultura escrita, dando-lhes a autonomia para ler e escrever através deste novo código, que se consagrou internacionalmente e é conhecido como Escrita Braile.
"Neste sentido, este projeto será, com certeza, um passo de suma importância a fim de popularizar a escrita braile e colaborar de forma significativa para o resgate da cidadania dos portadores de deficiência visual", concluiu a deputada Maria Luiza.
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