O deputado Pancadinha (SD) apresentou projeto de resolução para conceder a Comenda 2 de Julho ao ex-deputado Renato Costa. No documento, o legislador exalta o legado político do ex-parlamentar que, assim como o autor do projeto, também representa na Assembleia Legislativa o município de Itabuna. O representante do Solidariedade traçou um breve perfil do homenageado “um homem ínclito, parlamentar competente e atento, em resumo um cidadão digno dos maiores elogios pela sua vida pública e privada”.
Médico nefrologista, quinto filho de Odilon Pires da Costa e Marieta Borges da Costa, Renato Borges da Costa nasceu em 26 de março de 1942, em Itiruçu e se formou em 1968, na Ufba, com residência e especialização no Rio de Janeiro e Paraná, respectivamente. No exercício da profissão, notabilizou-se no eixo Ilhéus-Itabuna atendendo pacientes renais em estado crítico, agudos ou crônicos. “Foram centenas de atendimentos e muitas vidas salvas”, frisou o deputado Pancadinha, que lembrou os primeiros anos de atuação do homenageado como médico especializado e, “acima de tudo, humano no início dos anos setenta”, frisou.
Na Santa Casa de Itabuna, continuou o parlamentar, Renato Costa sempre se destacou como líder, com os colegas Calixto Midlej Filho e João Otávio, onde criou o primeiro serviço de Nefrologia e Hemodiálise do interior da Bahia, depois transformado no Centro de Estudos Professor Edgard Santos, em 1974, e agora uma Fundação. O doutor Renato Costa foi ainda fundador da Unimed e do Sicred de Itabuna e realizou a primeira sessão de hemodiálise do interior da Bahia. O deputado Pancadinha enfatizou também a medicina “não argentária” do homenageado que “nunca se pautou por ganância ou o uso da profissão com a finalidade do enriquecimento pessoal, tendo como valor maior a prestação de serviços e a valorização da vida humana”.
Para ele, médicos como o doutor Renato Costa são fiéis ao preceito de que o médico deve agir de tal modo que a sua ação possa se tornar uma lei universal, com a integridade moral sendo a base prática da medicina – como reza o juramento de Hipócrates exercendo a medicina com dignidade e consciência, colocando a saúde e o bem-estar das pessoas acima de qualquer outro interesse. O Governo da Bahia, inclusive, reconheceu a sua dedicação e trabalho pioneiro em prol da nefrologia e dos pacientes renais crônicos conferindo o seu nome ao novo Centro de Hemodiálise de Itabuna, em 13 de março do corrente ano, com 54 leitos para pacientes renais crônicos.
POLÍTICA
O doutor Renato Costa já fora homenageado pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, em 2013, quando a instituição completou 96 anos, com a Comenda Monsenhor Moisés Gonçalves do Couto. É também integrante da Academia de Medicina de Itabuna. Da Medicina, ingressou na política, filiando-se ao PSDB. Já em sua primeira eleição, galgou o cargo de vice-prefeito de Itabuna em 1989, dois anos depois foi eleito para a Assembleia Legislativa – Casa onde cumpriu dois mandatos como deputado estadual.
Durante seus mandatos, como deputado na Assembleia Legislativa da Bahia, explicou o deputado do Solidariedade, o doutor Renato Costa concentrou sua atuação em áreas como saúde, educação e segurança pública, e, em especial, voltado às necessidades de todo o Sul da Bahia, com ênfase em Itabuna e Ilhéus. Ele destacou a importância de investimentos em centros como os hospitais Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, e o Regional, em Ilhéus, visando à sua reativação com equipamentos e recursos humanos adequados. Nas emendas parlamentares apresentadas ao orçamento, priorizou sempre às áreas da saúde, desenvolvimento agrícola, preservação dos recursos hídricos e eletrificação da zona rural, principalmente da Região Sul, além de defender a recuperação da lavoura cacaueira.
Em 2001, Renato Costa recebeu o Prêmio Destaque Parlamentar, concedido pelo Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa da Bahia, continuou o deputado, por sua atuação, pois além de excelente orador – constante na tribuna – também trabalhou com afinco nas comissões técnicas, especialmente na de Proteção ao Meio Ambiente, nas CPIs que apurou adoções de crianças por estrangeiros na Bahia e de manipulação do SUS. Foi vice-presidente da Comissão de Saúde e Saneamento, relator da Comissão Especial do Cacau, integrou as comissões de Minas e Energia, Agricultura e Política Rural, além da de Saúde. Também foi líder e vice-líder da bancada da Minoria e vice-líder do seu partido. Depois, liderou o Bloco Parlamentar PSDB/PSB. Em 1997, Renato Costa ingressou no PSB, legenda pela qual foi líder e venceu a sua reeleição para deputado estadual em 1998, sendo reconduzido para a legislatura 1999-2003.
“A Comenda ora proposta, conforme demonstra os considerando acima, constitui uma justa homenagem a Renato Borges da Costa, hoje com 83 anos, que tem uma vasta contribuição à Bahia não apenas como médico nefrologista pioneiro no Sul do Estado, mas também como parlamentar, durante os dois mandatos que exerceu, sempre observando os princípios da ética e da moralidade. Um dos mais respeitados médicos da Bahia e considerado um político raro no Brasil, os chamados políticos de opinião”, exaltou o deputado Pancadinha.
Ele lembrou ainda que o ex-deputado e médico Renato Costa faz política desde a época estudantil, lutando pelas liberdades democráticas na ditadura militar, no diretório acadêmico de sua faculdade de Medicina, mas, frisou: “foi no contato com o próximo, com seus conterrâneos simples proporcionado pela medicina, que o Doutor Renato abraçou a política, como uma ferramenta importante para resolver ou mitigar os problemas da população, especialmente área da saúde. Conhecedor dos problemas brasileiros/baianos/regionais e grapiúnas, observador crítico e atualizado dos fatos mundiais contemporâneos, o homem que homenageio com a presente proposição é reputado por todos como um político sério, conquistando elevado patamar de reconhecimento por ideias, convicções e atitudes” revelou.
O deputado Pancadinha concluiu dizendo que o patrimônio que Renato Costa conseguiu após todos estes anos dedicados na política, “com sacrifício pessoal, familiar e profissional, é imaterial”. Ele trabalhou sempre com “altivez, competência e dignidade, sempre observando os princípios da ética e da moralidade. Um dos mais respeitados médicos da Bahia e um político raro no Brasil”.
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