A Assembleia Legislativa viveu na tarde desta quinta-feira um momento em que a fé católica transbordou pelo plenário. Foi assim que secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Angelo Almeida, definiu o sentimento geral durante a sessão especial para a outorga dos títulos de cidadão aos padres Thiago Kern, maranhense, e o pernambucano Jaciel Bezerra da Silva. As homenagens foram propostas por ele, durante o exercício do seu mandato de deputado estadual, e pelo deputado Vitor Bonfim (PV).
A sessão foi presidida por Vitor Bonfim que, logo após fazer a composição da mesa de honra, convidou Maria Celeste, mãe do padre Thiago, e Quitéria Bezerra, irmã do padre Jaciel, com seus dois filhos, para formar a comissão de recepção para que os homenageados adentrassem o plenário ao som de Eu Seguirei, cantado por Clayton Borges ao violão de Sérgio Luiz, da Paróquia do Divino Espírito Santo.
Os presentes se perfilaram para ouvir o Hino Nacional, seguido do Hino ao 2 de Julho. Além da execução dos hinos em sequência, o protocolo foi alterado para que diversas pessoas se pronunciassem a respeito dos religiosos, inclusive por meio de vídeo gravado com saudações de amigos e parentes de ambos.
O primeiro a ocupar a tribuna foi o presidente da Fundação Luís Eduardo Magalhães, Rodrigo Hita. Ele saudou a mesa composta majoritariamente de religiosos, entre sacerdotes e leigos. Hita destacou os trabalhos fantásticos de ação social dos dois, do carisma de ambos, que fazem missas belíssimas. “Sei o quanto vocês brigam e buscam”, disse, revelando que já recebeu muitos pedidos para beneficiar a comunidade.
Sandra Carvalho discursou representando os fiéis da Paróquia Divino Espírito Santo, do padre Jaciel. Ela deu o testemunho de que todos estavam ali para “prestar justa homenagem a um homem de fé, de coragem, entrega, doação, determinação, persistência e compromisso com o povo de Deus”. Ela contou que “o jovem salesiano, depois de passar por tantos estados, chegou à Bahia com a coragem dos ousados e a simplicidade dos grandes”. Maria Orlene, representando a família, disse que a presença de Thiago é um farol para muitos e bálsamo para tantos outros e que a honraria é um símbolo de gratidão.
Vitor deu a palavra a Auzelene Gusmão, que falou pela Paróquia Ceia do Senhor e Santo André Apóstolo, de Thiago. A honraria da ALBA, disse ela, “é a prova cabal de que a sua presença na Bahia se tornou essencial”. O trabalho para melhorar as comunidades por onde passa também foi lembrado, quando foi dito que ele dedica suas energias a construir um mundo mais justo e humano. Coube ao cônego Adailton Pinto a leitura de uma breve mensagem do arcebispo primaz, cardeal dom Sérgio da Rocha: “Suplico as bênçãos de Deus para os novos cidadãos baianos e para todos os participantes dessa sessão”.
Ao ocupar a tribuna para a saudação, Angelo levou um discurso escrito, mas acabou optando também pelo improviso, com alegria e gratidão, em “reconhecimento à trajetória de cada sacerdote e no importante trabalho pastoral, social e humano, na transformação e no fortalecimento das comunidades baianas”. Ele descreveu os homenageados como “pilares da fé e da dedicação à nossa Bahia”. Angelo se uniu ao presidente da sessão e à Maria Celeste, mãe de Thiago, para passar a placa com a outorga às mãos do homenageado.
Foi a vez, então, de Tiago agradecer a Angelo pela generosidade em conceder a ele a honraria e fez questão de compartilhar a conquista com os paroquianos da comunidade do bairro do Cabula VI. “Eles sabem que esta missão não é feita sozinho, mas em comunhão. Receber o Título de Cidadão Baiano é uma honra que jamais esquecerei”, declarou. O maranhense salientou que ser chamado de baiano não é apenas um reconhecimento, mas representa “um compromisso de continuar servindo com humildade e esperança, de anunciar o Evangelho com coragem e de amar ainda mais este povo tão acolhedor”.
A mesa contou com as presenças de padres representando de nove paróquias de Salvador: Rogério Marques, Manoel da Paixão, Paulo Henrique de Souza, Adailton Pinto, Edson da Silva, Davison Batista, e João Pedro. Além deles, o padre Ricardo Henrique, do Seminário Central, e o padre Dimas, capelão da PM, assim como Joilson Pereira, amigo de Jaciel. Compareceram à sessão também a deputada federal Lídice da Mata, o bispo auxiliar de Salvador Gabriel dos Santos Filho, o diretor-presidente da Organização do Auxílio Fraterno (OAF) em Salvador, Jozias Sousa.
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