O deputado Hilton Coelho (Psol) parabenizou o escritor, poeta, professor e pesquisador baiano, Jorge Augusto, por meio de moção de aplausos protocolada na Casa Legislativa, pela conquista da vaga na final do Prêmio Jabuti Acadêmico 2025, com a obra “Modernismo Negro: a Literatura de Lima Barreto”.
No documento, o parlamentar elogiou a obra de Jorge Augusto, fruto de tese de doutorado, lançado em 2024, que concorre na categoria “Letras, Linguística e Estudos Literários”, que propõe uma releitura do modernismo brasileiro a partir das experiências negras e periféricas, tendo como eixo crítico a literatura de Lima Barreto. “Trata-se de um trabalho que contribui diretamente para a descolonização dos estudos literários e para o reconhecimento da produção estética negra no Brasil”, afirmou.
O livro em questão, segundo Hilton, tem orelha, prefácio e posfácio assinados por importantes nomes da crítica contemporânea, a exemplo Leda Maria Martins, “uma das mais renomadas personalidades da crítica cultural brasileira na atualidade, que sugere aplausos, reflexão e integração da obra às inovadoras propostas de revisão do cânone da crítica brasileira”.
O legislador ressaltou, ainda, a originalidade do trabalho, destacada pelo conceituado teórico da comunicação, professor Muniz Sodré, para quem o autor “discorre com originalidade sobre tópicos de alta relevância para a teoria da literatura”, e apontou a fala do crítico sobre o epistemicídio na literatura nacional, Henrique Freitas, que classifica o debate empreendido pelo escritor, como “abolição epistemológica”, devido à sua relevância para o debate no processo de descolonização do campo literário brasileiro.
“A temática vai se tornando uma marca do autor, que discute questões fundamentais para a literatura negro-brasileira. Jorge Augusto também é autor dos livros ‘O Mapa de Casa’ (Editora Fósforo, 2023) e ‘Muvuca’ (Paralelo 13S, 2024), além de organizador de ‘Contemporaneidades Periféricas’ (2018)”, acrescentou.
Por fim, o deputado atribuiu sua moção ao merecimento do escritor pela conquista como finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico 2025, “sua contribuição à crítica literária, à educação, à cultura negra e ao fortalecimento da produção intelectual baiana e brasileira”.
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