O deputado Luiz Augusto (PP) está preocupado com o fato de alguns médios e grandes cacauicultores ainda não terem conseguido adesão ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e conseqüentemente não terem renegociado suas dívidas com os bancos oficiais. Esses produtores da região cacaueira continuam em situação bastante difícil em termos financeiros, ou seja, endividados, pois suas lavouras foram dizimadas pela praga vassoura-de-bruxa.
Como presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembléia Legislativa, o parlamentar deseja que o governo do Estado prorrogue este prazo, pois somente poucos cacauicultores conseguiram, até o momento, a tão sonhada prorrogação para pagamento das dívidas. O prazo final para adesão ao PAC com direitos de renegociação termina no dia 14 de novembro.
Os deputados Fábio Santana (PMDB) e Ângela Sousa (PSC), como representantes da região cacaueira, não escondem que é grande o anseio dos produtores sobre o que o PAC possa trazer para salvar o que foi destruído pela vassoura-de-bruxa. "Nossa região anseia por um novo crédito para superar a crise que se abateu com a vassoura-de-bruxa. Os produtores querem também novas opções, pois a região é ideal para a estimulação do biocombustível, da monocultura e floricultura. O que nós esperamos desse plano é a saída desse túnel escuro em que estamos vivendo", comentou Fábio Santana.
O deputado Luiz Augusto fez questão de divulgar que ficou entusiasmado com uma reportagem do jornal A Tarde que destacou o sucesso de um produtor que plantou cacau em terras irrigadas no município de Bom Jesus da Lapa, considerado de clima seco. O presidente do colegiado vai fazer uma visita a esse cacauicultor, pois, segundo dados da reportagem, passa a ser viável o cultivo do cacau nesta região, que possui uma umidade muita baixa e dificulta o acesso da vassoura-de-bruxa.
ABATE
A deputada Ângela Sousa visitou o município de Barra do Choça e ficou preocupada com a situação dos pequenos abatedouros. Alguns pecuaristas, inclusive, já desistiram do abate, pois toda carne tem que ser levada para Vitória da Conquista, que possui grandes frigoríficos e o custo do transporte torna inviável qualquer lucro.
"Tenho caminhado em pequenos municípios e a situação é a mesma. A aflição dos pequenos abatedouros é muito grande. Alguns já desistiram e a maior preocupação é com a sobrevivência dos familiares de todos que dependem do abate bovino, suíno e caprino nessas comunidades. A comissão já apresentou a solução para construção de pequenos frigoríficos e a expectativa é muito grande para que esta situação não se agrave", concluiu a deputada.
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