Uma das mais tradicionais instituições de ensino da Bahia foi louvada na Assembléia Legislativa por meio de duas moções de congratulações apresentadas pelo deputado Bira Corôa (PT). O parlamentar, que é presidente da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia e Serviços Públicos, parabenizou o Colégio Estadual da Bahia, conhecido como "Central", pela celebração de seus 172 de anos e pela abertura do Curso Técnico em Manutenção de Computadores para Monitores dos Centros Digitais de Cidadania.
"A fundação do Colégio Estadual da Bahia, conhecido como Colégio Central, é um marco na história da educação no Estado, sendo o primeiro colégio público de ensino médio do Brasil e a única instituição educacional secundarista pública até 1942, em Salvador", disse ele, lembrando que a instituição teve participação efetiva na Sabinada. Sobre a abertura do Curso Técnico em Manutenção de Computadores para Monitores dos Centros Digitais de Cidadania, o parlamentar comentou que "é mais um importante passo no caminhar dessa valiosa instituição de ensino, inaugurando uma nova etapa repleta de desafios e vitórias".
O parlamentar lembra que o desembargador Joaquim Marcellino de Brito, vice-presidente da província da Bahia, criou o Liceu Provincial da Bahia, através da Lei 33, de 09 de março de 1836. A instituição tinha como finalidade substituir as aulas avulsas de francês, latim e grego. Entretanto, o Liceu só começou a funcionar no dia 07 de setembro de 1837, no Convento dos Frades Agostinianos, no largo da Palma, atual campus da Universidade Católica do Salvador.
"Quando da sua fundação, tinha pouco mais de 300 alunos matriculados em 18 disciplinas obrigatórias que iam de eloqüência e poesia à aritmética", observou o deputado. A escola era dividida em dois turnos: um só para homens e o outro para mulheres. Bira Corôa destaca que, ao falar da história do Colégio Central, não se pode deixar de destacar os professores João Alves Portela e Manuel Correia Garcia, que foram enviados a Paris para aprender os métodos de ensino mútuo e simultâneo.
PERSONALIDADES
Os quadros docentes e discentes do colégio eram formados por expoentes da sociedade baiana de consignada reputação. "Foi lá que estudaram alguns dos principais políticos e figuras ilustres da Bahia e do Brasil, como Glauber Rocha, Calazans Neto, Elsimar Coutinho, Cid Teixeira, João Ubaldo Ribeiro e Fernando da Rocha Perez, entre outros", lembrou.
O advento da República alterou a denominação do colégio, em 1890, para Instituto Oficial de Ensino Secundário. Em função das deficiências na grade curricular, passa, em 1895, a ser equiparado ao Colégio Pedro II, na época Ginásio Nacional, recebendo a denominação de Ginásio da Bahia. Com este nome atravessou o inicio do século XX, destacando-se como educandário de excelência; e em 1942, a partir da Reforma Capanema, recebe a denominação de Colégio Estadual da Bahia.
Em função da grande procura, em 1948 a Secretaria da Educação anunciou, nos jornais, a abertura de unidades anexas a esse Colégio, em diversos bairros, tornando-o o Central. Com a criação das escolas municipais passou a ser chamado Colégio Estadual da Bahia. Algumas dessas escolas hoje têm nomes de ex-professores do Colégio Central, como João Florêncio Gomes, na Ribeira, Luiz Viana Filho, em Brotas, Edgar Santos, no Garcia e Severino Vieira, em Nazaré.
"Em setembro deste ano, as comemorações pelos 172 anos de história da renomada instituição de ensino incluíram hasteamento da bandeira nacional, execução do hino nacional, além de palestras, oficinas, exposições, prática de esportes, teatro e cinema. Esse importante momento é merecidamente lembrado por esta Casa, celebrando, com orgulho e alegria, mais um ano de existência deste ícone da educação em nosso Estado", comentou o deputado.
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