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Com apoio da AL, Espinheira exibirá Cascalho no Multiplex

Publicado em: 23/10/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

O experiente ator Othon Bastos é uma das estrelas do filme de Tuna Espinheira
Foto:

O primeiro longa-metragem do cineasta baiano Tuna Espinheira, Cascalho, que conta a saga dos garimpeiros na Chapada Diamantina na primeira metade do século passado, terá pré-estréia na próxima terça-feira, às 21h, no Multiplex Iguatemi. O filme conta com o apoio da Assembléia Legislativa da Bahia e traz no elenco um time de primeiríssima qualidade de atores baianos, como Wilson Melo, Harildo Deda, Othon Bastos, Irving São Paulo, Gildásio Leite, Caco Monteiro, Lúcio Tranchesi, Júlio Góes, Rosa Espinheira, dentre outros.
Ganhador do prêmio Fernando Cony Campos da Secretaria de Cultura da Bahia, em 2001, como Melhor Roteiro, Tuna Espinheira adaptou a obra do escritor andaraiense Herberto Sales, Cascalho, lançado
em 1944. “O livro é um dos clássicos da literatura brasileira”, explicou Espinheira, ontem, em entrevista por telefone. O cineasta acrescentou que o escritor, que já morreu, aprovou o roteiro, não sem fazer uma observação que deixou à vontade o amigo de muitos anos: “Filme é filme, livro é livro”, disse, deixando Tuna livre para adaptar a obra da forma que achasse melhor.
O filme Cascalho
mostra as disputas e labutas entre coronéis, garimpeiros e intendentes na Chapada Diamantina da década de 30, época de ambição e sonhos de riqueza fácil. Ele foi quase todo rodado em Andaraí, com uma única cena filmada no cemitério da cidade vizinha de Mucugê. “Não poderíamos deixar de aproveitar a beleza única daquele cemitério”, contou Tuna Espinheira, referindo-se à arquitetura de inspiração bizantina.
Além da Assembléia Legislativa, que financiou os trailers
e a pré-estréia, o filme tem o apoio do governo da Bahia, através do Fundo de Cultura e do Instituto de Radiofusão Educativa da Bahia, da Rede Multiplex Iguatemi e da Ordem do Advogados do Brasil. Apesar desses apoios, o filme tem baixo orçamento e levou alguns anos para ser concluído – o que não prejudica em nada o longa que conta a história de uma época específica da Bahia. “Se ele fosse lançado daqui há dez anos ainda assim seria atual”, diz Espinheira.
Nas palavras do cineasta, Cascalho
“é o filme dos cabelos brancos”. Ele fala isso não só pelo tempo que levou para ser concluído (começou a ser rodado em 2001), como pela batalha necessária para concluí-lo com o orçamento escasso (inicialmente era de R$1,3 milhão, mas aumentou com o passar do tempo). Tuna Espinheira conta que primeiro fez o filme em película, depois passou para digital e ainda teve que aplicar o Sistema Dolby Digital para que ele pudesse ser exibidos nas salas do multiplex.
Apesar das dificuldades e do baixo orçamento, Espinheira diz que o filme foi feito como deveria ter sido. “O filme que será visto é exatamente o que tá aí. Não tenho nada a lamentar e nenhum arrependimento”, diz o cineasta, que se notabilizou com a realização de diversos curtas como O cisne também morre, Comunidade do Maciel, Samba não se aprende na escola, Dr. Sobral Pinto, Cosme de Farias, o último deus da mitologia baiana, dentre outros.



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