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Comissão de Agricultura debate situação dos frigoríficos baianos

Publicado em: 15/10/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Presidente do colegiado, Luiz Augusto afirmou que vai encaminhar documentos ao governo
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A Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembléia Legislativa recebeu farto material enviado pela empresa responsável pela construção de pequenos frigoríficos no estado do Rio Grande do Sul e que atendem às rigorosas exigências da Portaria 304 do Ministério da Agricultura no abate de bovinos, suínos e caprinos.
Um DVD com dados minuciosos, contendo amostras de trabalhos desenvolvidos no estado gaúcho, com orçamento, planilhas de custo, plantas e inclusive fotos de um pequeno e recente frigorífico construído, será reproduzido em cópias para que todos os deputados da comissão e também da Casa conheçam esse projeto que vem obtendo sucesso no Sul do país.
O presidente da comissão, deputado Luiz Augusto (PP), vai encaminhar cópias também para a Secretaria de Agricultura do Estado e a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), pois na opinião dos membros do colegiado nenhuma solução será encontrada para os pequenos municípios sem o apoio do governo do Estado. Depois disso, o presidente pretende promover um amplo debate no âmbito da comissão, já que sua preocupação com o abate clandestino e também o monopólio da carne é muito grande.
"Pelo que tomamos conhecimento, a Bahia ficará reduzida a trinta e poucos frigoríficos considerados de grande porte e logicamente ficarão entregues a vinte ou vinte e cinco donos. Isso é inadmissível e o governo precisa abrir os olhos, porque esse não é o modelo ideal para um estado que tem muitos municípios pobres", argumenta Luiz Augusto.
O deputado José Nunes (DEM) considera o projeto gaúcho bastante importante, achando que o governo baiano pode perfeitamente adequá-lo à construção de pequenos frigoríficos aqui no estado, pois os mesmos possuem uma planilha de custo pequena e atendem às exigências da Portaria 304 do Ministério da Agricultura.
No final da reunião, o deputado Luiz Augusto confirmou que os donos de grandes frigoríficos consideram inviável manter os mesmos sem uma reserva de 300 animais abatidos, enquanto os proprietários dos médios desejam acabar com os pequenos, tornando a situação bastante complicada. Existem pequenos municípios que devem recorrer à Justiça contra o fechamento dos seus frigoríficos, baseados no fato de que isso incentiva o abate clandestino tão preocupante para a saúde dos consumidores.



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