O cenário artístico e cultural baiano ficou mais pobre. Foi assim que a deputada Marizete Pereira (PMDB) definiu seu sentimento em relação à morte de Nilda Spencer, em moção de pesar protocolada na Assembléia Legislativa. "Atriz, pianista, agitadora cultural, marcou a cena artística baiana das cinco últimas décadas, constituindo-se uma forte referência para a reavaliação do papel da mulher na sociedade", avaliou.
A parlamentar disse que "a vida parece ter tratado Nilda da mesma forma que ela a tratou, com leveza, com alegria, perseverança e coragem". Foram 52 anos de carreira, em que ela atuou no teatro, no cinema e na televisão. Mas sua grande paixão e dedicação aos palcos lhe valeram o título informal de embaixatriz do teatro. Essa história, lembra Marizete, pode ser conferida na Galeria Nilda Spencer, localizada no foyer do Teatro Martim Gonçalves, no Canela, onde há uma exposição permanente sobre a atriz.
Nilda Spencer, que morreu na última quinta-feira, vítima de infecção pulmonar, se formou na primeira turma do curso de teatro da Universidade Federal da Bahia, onde mais tarde se tornou professora e, em quatro ocasiões, diretora. Ela "viveu à frente do seu tempo, transpondo, com a sua força e alegria, as barreiras que ainda eram impostas ao crescimento pleno da mulher", disse a peemedebista.
Na extensa lista de trabalhos, destacam-se as suas performances nas peças teatrais: Auto da Cananéia, Senhorita Júlia, A Sapateira Prodigiosa, A Falecida, Lábios que Beijei e Ensina-me a Viver, entre outras. No cinema, seus principais filmes foram Tenda dos Milagres, Dona Flor e Seus Dois Maridos, e Eu, Tu, Eles. Na televisão, destacam-se os trabalhos nas minisséries O Pagador de Promessas e Tenda dos Milagres.
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