Centenas de policias participaram, ontem, da audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembléia. Em pauta, a violência no estado, principalmente, contra os próprios membros da corporação. "Elaboramos o Manual de Sobrevivência Policial e entregamos ao governador no dia 29 de setembro. Este manual já está em mãos do Secretário", frisou o deputado Capitão Tadeu (PSB), presidente da subcomissão de Segurança Pública, ressaltando que este evento tem o intuito de pressionar o governo na adoção dessas medidas.
Segundo Tadeu, o risco da profissão é previsível, mas não deve ser potencializado pela falta de investimento na estrutura do aparato policial. Ele apontou os baixos salários, o efetivo reduzido, equipamentos individuais vencidos, a vulnerabilidade dos módulos, postos, delegacias e quartéis como algumas questões que possibilitaram o aumento da violência. O deputado democrata Gaban defendeu uma maior segurança para a família e moradia digna, numa vila militar. "A segurança de vocês passa, no segundo plano, a ser a nossa segurança", salientou.
"A Polícia Federal era desacreditada e hoje é simbolo de respeito no país", enfatizou Major Sílvio Correira. Para ele, esta mudança aconteceu devido a política de valorização profissional implementada pelo governo Lula. Muitos dos pronunciamentos realizados versaram, além das inúmeras reivindicações, no sentido da abertura democrática que se pode perceber no estado, onde todas as categorias podem expressar livremente sua opinião sem sofrer retaliações por isso.
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