"Os relevantes serviços prestados por Evaristo de Macedo ao futebol da Bahia, principalmente ao Esporte Clube Bahia, uma vez que foi o técnico do bicampeonato do clube em 1988, o credencia a se tornar cidadão baiano, dada a sua ligação com as pessoas de nosso estado". Com esse argumento, o deputado Leur Lomanto Jr. (PMDB) apresentou na Assembléia Legislativa um projeto de resolução para concessão do título ao técnico que treinou o tricolor baiano em sete ocasiões – 1970-1971, 1973, 1988-1989, 1995, 1998, 2000-2001 e 2003. ESPANHA
Na mais gloriosa passagem pelo Bahia, Evaristo sagrou-se campeão brasileiro em 1988. A final foi contra o Internacional, com o Bahia vencendo o primeiro jogo por 2 a 1, na Fonte Nova, e empatando o segundo em 0 a 0, no Estádio Beira-Rio. Essa foi a maior conquista entre as muitas da história do Bahia. Já tinha sido quinto em 1986 e seria quarto em 1990, o que mostra a força do time tricolor nessa época, quando fez as suas maiores atuações na história do Campeonato Brasileiro. Além disso, conquistou em 1959 a Taça Brasil em cima do Santos de Pelé.
Evaristo de Macedo nasceu no Rio de Janeiro em 1933 e dedicou sua vida ao futebol. Iniciou sua carreira de jogador no Madureira, em 1950. Dois anos depois, já estava no Flamengo, onde foi tricampeão carioca: 1953, 1954 e 1955. "Um exímio atacante", assim a imprensa o definia.
"O torcedor brasileiro não tem idéia de como o Evaristo de Macedo é idolatrado na Espanha. Foi, sem dúvida, um dos maiores jogadores do mundo em todos os tempos", diz Roberto Dinamite, ex-ídolo vascaíno e que teve rápida passagem pelo Barcelona. Ainda em 1965, ele voltou ao futebol brasileiro e encerrou a carreira no Flamengo.
Como técnico, além do Bahia, Evaristo dirigiu importantes equipes do futebol brasileiro: Esporte Clube Vitória, Flamengo, Vasco da Gama, Grêmio, Corinthians, Cruzeiro, Santa Cruz, e Atlético Paranaense. Foi também técnico da Seleção Brasileira, mas não teve muito sucesso. Dirigiu a equipe em 1985, pouco antes das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1986, no México, mas acabou sendo substituído no cargo por Telê Santana.
"Aqui, com certeza, Evaristo deixou uma legião de admiradores. O jornalista Nestor Mendes Júnior é um deles, pois juntos lembramos da atuação deste fantástico profissional na conquista de 1988 e daí surgiu a idéia deste título", observou o deputado Leur Lomanto Júnior, na justificativa do projeto de resolução. Para o parlamentar, a concessão é "uma simples homenagem daqueles que amam o futebol a um dos maiores técnicos do mundo".
REDES SOCIAIS