A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputada Ivana Bastos, registrou na ALBA moções de congratulações em homenagem aos municípios de Serra do Ramalho, Lagoa Real e Mulungu do Morro, pelo transcurso dos 36 anos de emancipação política, na data de 13 de junho de 2025. “Esperança e resistência são as palavras que melhor espelham a história da formação de Serra do Ramalho”, escreveu a chefe do Legislativo baiano, que contou fatos relevantes sobre o município, nascido na década de 70, tendo como seus primeiros habitantes a população desalojada da área reservada à construção da Usina Hidroelétrica de Sobradinho. A iniciativa, com base na organização de 23 agrovilas, ganhou do Governo Federal o nome de Projeto Especial de Colonização, em área então pertencente ao município de Bom Jesus da Lapa.
As populações ribeirinhas ao Velho Chico foram os primeiros habitantes da localidade, sobretudo aquelas remanescentes dos quilombos da região. Cabe registrar ainda a passagem pela região dos bandeirantes, como parte do ciclo da mineração, nos meados do Século XVIII. A comunidade indígena também faz parte da saga dessa gente. Por volta da década de 50, a tribo Pankaru foi assentada na Agrovila 19, com a criação da Aldeia Vargem Alegre. Localizado no Vale do São Francisco, Região Oeste, Serra do Ramalho foi elevado à condição de município pela Lei Estadual nº 5.018, de 13 de junho de 1989, sendo desmembrado de Bom Jesus da Lapa.
Os principais espaços de entretenimento da cidade são a Praça da Amizade, o Parque de Vaquejada Joaquim Machado e o Clube Acqua Show. Distante 845 quilômetros de Salvador, Serra do Ramalho tem a base de sua economia voltada para a agricultura, pecuária, serviços, no comércio varejista, na administração pública e na seguridade social. Serra do Ramalho faz limite com Bom Jesus da Lapa, Carinhanha, Santana e São Félix do Coribe.
“A bonita história de resistência do povo de Serra do Ramalho só eleva a minha satisfação em trabalhar em prol dessa gente guerreira, através de nosso mandato na Assembleia Legislativa, salientou a deputada Ivana Bastos, que não se esqueceu de falar da pavimentação do Eixo Ímpar, assim como dos acessos à escola no município; do Complexo Policial Civil e Militar e das entregas do Ônibus Escolar, do Kit Odontológico e da Ambulância.
“O sentimento de satisfação foi o mesmo quando trabalhamos pelo calçamento das ruas Rio de Janeiro e Mato Grosso, bem como das obras de água e energia elétrica, levando qualidade de vida à população”, lembrou a presidente da ALBA, solicitando que esta iniciativa seja conhecida pela Prefeitura de Serra do Ramalho, Câmara Municipal de Vereadores e Executiva Estadual do PSD.
URÂNIO
Em outro documento, a presidente da Casa Legislativa saudou o aniversário de emancipação política de Lagoa Real, município da Região Sudoeste, conhecido por possuir uma das maiores jazidas de urânio do território brasileiro, guardando também, na riqueza de sua história, uma de suas grandes preciosidades. Pertencente ao Território de Identidade Sertão Produtivo, a cerca de 730 quilômetros da capital Salvador, a cidade de Lagoa Real integra a chamada Província Uranífera de Lagoa Real, juntamente com o município de Caetité, considerada uma das mais importantes reservas desse minério no Brasil. Lagoa Real também é conhecido na Bahia como a “A Terra da Vaquejada”, uma característica própria do Alto Sertão baiano.
A Missa do Vaqueiro, tradicionalmente realizada no mês de junho, é um dos principais folguedos da cidade, que dispõe de um dos mais animados calendários de festas populares da região. O povoado de Lagoa Real foi elevado à categoria de Freguesia, por meio da Lei Provincial nº 2.211, de 16 de julho de 1881, data em que os lagoa-realenses celebram a sua fundação. Portanto, a cidade está próxima de festejar os seus 144 anos de fundada, mas a independência do povoado sempre foi uma determinação e até mesmo uma vocação de sua gente. A emancipação política aconteceu por meio da Lei Estadual nº 5.025, de 13 de junho de 1989. O município faz parte da história de um dos mais destacados episódios político-militar da vida brasileira: a Coluna Prestes (1925 – 1927). Chamado de Cavaleiro da Esperança, o capitão e líder comunista, Luís Carlos Prestes (1898 – 1990), percorreu mais de 25 mil quilômetros pelo interior do Brasil, passando por diversos estados, num movimento de resistência ao governo do então presidente do país, Arthur Bernardes (1875 – 1955), ocorrido no período compreendido entre 1922 a 1926.
Lagoa Real tem como municípios limítrofes as cidades de Livramento de Nossa Senhora, Rio do Antônio, Ibiassucê e Caetité. “Venho prestar esta justa homenagem a Lagoa Real, às suas instituições e entidades de classe. Aproveito a oportunidade para deixar minhas felicitações a todas as mulheres e homens lagoa-realenses”, destacou Ivana Bastos.
ÁRVORE NATIVA
O município de Mulungu do Morro também mereceu uma moção de congratulações pelos 36 anos de emancipação política, em 13 de junho passado. A história relatada por personagens locais dá conta que vaqueiros e boiadeiros sertanejos, na missão de encontrar os seus gados perdidos pela região, teriam descoberto estas terras e se tornado posseiros, construindo suas moradias e dando início ao povoamento atual. O topônimo Mulungu do Morro teria sido dado em função da grande quantidade de mulungu, uma árvore nativa do Brasil, muito comum no Nordeste do país. Famosa por suas flores exuberantes, nas cores laranja e vermelha, o mulungu tem alto potencial paisagístico, medindo entre 3 a 15 metros de altura. A árvore também é chamada de castanha-de-macaco, cuiarana ou ainda árvore-de-macaco.
Em 1953, o então povoado de Mulungu do Morro foi elevado à categoria de distrito, através da Lei Estadual nº 628, de 30 de dezembro de 1953, a partir de terras desmembradas do distrito de Canarana, então pertencente ao município de Morro do Chapéu. Já em 1962, por força do Decreto Estadual nº 1.719, de 16 de julho de 1962, o distrito de Mulungu do Morro foi desmembrado do município de Morro do Chapéu e passa a ser incorporado ao novo município de Cafarnaum. Mulungu do Morro alcançou a emancipação política, tornando-se município, pela Lei Estadual nº 5.014, de 13 de junho de 1989, desmembrando-se dos municípios de Cafarnaum e Morro do Chapéu.
Pertencente ao Território de Identidade de Irecê, distante cerca de 360 quilômetros da capital baiana, Mulungu do Morro tem como municípios limítrofes as cidades de Cafarnaum, Souto Soares, Bonito, Canarana, Iraquara e Barro Alto. A cidade tem como base econômica a agricultura de subsistência, especialmente na plantação de cebola, feijão, mandioca, milho e tomate; a pecuária de base familiar, com a criação de bovinos, caprinos e aves; além do comércio, o setor de serviços e a seguridade social.
“Nosso mandato tem orgulho em trabalhar pela melhoria do serviço público em Mulungu do Morro. Ressalto o investimento na construção de Escola em Tempo Integral, nas obras de abastecimento de água e energia elétrica, bem como na entrega de ônibus escolar, tudo com vista na melhoria da qualidade de vida dessa gente querida. Quero prestar esta justa homenagem a Mulungu do Morro, bem como às suas instituições e entidades de classe”, frisou a chefe do Legislativo baiano.
REDES SOCIAIS