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Morte de Sebastião Salgado consterna Marcelino Galo

Publicado em: 26/05/2025 15:17
Editoria: Notícia

Marcelino Galo (PT) lamentou a morte do fotógrafo, ambientalista e humanista
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
O deputado Marcelino Galo (PT) lamentou a morte do fotógrafo, ambientalista e humanista Sebastião Salgado. Consternado, o parlamentar apresentou moção de pesar na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), por meio da qual exaltou a história de Salgado, que deixou a esposa Lélia Wanick, os filhos Juliano e Rodrigo, e os netos Flávio e Nara.

“Com pesar, recebi a notícia da morte de Sebastião Salgado, um dos maiores fotógrafos da história do Brasil e do mundo. Sua obra nos ofereceu mais do que imagens — nos deu consciência, denúncia, beleza e humanidade. Salgado foi um artista comprometido com as causas sociais, ambientais e com os povos invisibilizados. Seu olhar sensível e contundente revelou as dores e a dignidade de trabalhadores, refugiados, indígenas e tantos outros. Perdemos um grande brasileiro, mas sua arte permanece como legado e inspiração para seguirmos lutando por justiça e por um mundo mais humano. Minha solidariedade à família, aos amigos e a todos que foram tocados por sua obra”, afirmou Galo.

Mineiro, nascido em 8 de fevereiro de 1944, Sebastião Salgado era o sexto de dez filhos — e o único homem entre nove irmãs. Formado em Economia em Vitória, no Espírito Santo, e pós-graduado na USP, trabalhou no Ministério da Economia em 1968. Durante a ditadura militar, foi obrigado a exilar-se, indo morar em Paris (1969). Na capital francesa, ele fez doutorado em Economia, em 1971. No mesmo ano, começou a trabalhar na Organização Internacional do Café, como consultor no controle de plantações na África.

“Foi estudando os cafezais africanos que descobriu as possibilidades da fotografia: melhor meio de retratar a realidade econômica do que textos e estatísticas. Retornando a Paris, em 1973, iniciou a vida como fotojornalista”, contou o deputado.

Conforme relatou Marcelino Galo, as primeiras reportagens de Salgado foram sobre a seca na região africana do Sahel (faixa ao sul do Saara) de Níger e trabalhadores imigrantes na Europa. Em 1979, tornou-se membro da Magnum Photos, uma cooperativa de fotógrafos. Iniciou então a comovente série de fotografias documentais sobre camponeses na América Latina. O trabalho, que durou sete anos, resultou no livro "Autres ameriques" (1986).

Em 1986, trabalhando para a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras, fotografou, durante 15 meses, os refugiados da seca e o trabalho dos médicos e enfermeiros voluntários na região africana de Sahel da Etiópia, Sudão, Chade e Mali, o que resultou no livro "Sahel: l'homme em detresse". A série "Workers", sobre trabalhadores em escala mundial, realizada de 1987 a 1992, correu o mundo em exposição.

“O Trabalho de Salgado inovou ao retratar indivíduos vivendo em circunstâncias desiguais e injustas, em situações de guerras e miséria. Quase sempre em preto e branco, apresentou imagens em série, em vez de individualmente, se recusando a separar o sujeito do contexto”, afirmou Galo.


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