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Dr. Diego Castro propõe homenagem póstuma a Cleriston Pereira da Cunha

Publicado em: 23/05/2025 17:30
Editoria: Notícia

Deputado Dr. Diego Castro (PL)
Foto: JulianaAndrade/AgênciaALBA
O deputado Dr. Diego Castro (PL) propôs, em projeto de resolução, que a Assembleia Legislativa conceda a Comenda 2 de Julho a Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, in memoriam. Nascido em Ramalho, distrito de Feira da Mata, ele construiu a vida no Distrito Federal, “com trabalho duro e dedicação à sua comunidade”. Morador da Colônia Agrícola 26 de Setembro, “sempre foi um homem de princípios, patriota e defensor da liberdade”. Empreendedor, mantinha um comércio na região e conciliava a rotina de trabalho “com a luta por melhorias para sua comunidade e pelo Brasil”.

Em 8 de janeiro de 2023, “após um dia inteiro de trabalho, fechou sua loja às 16h e foi exercer o direito constitucional de se manifestar pacificamente em Brasília”. Foi “preso injustamente, sem ter cometido qualquer crime”. Durante os mais de 10 meses em que permaneceu detido na Papuda, enfrentou uma série de violações de direitos humanos, disse Dr. Diego Castro, ao informar que Clezão era portador de comorbidades decorrentes da Covid-19, fazia uso diário de nove medicamentos e era acompanhado no Hospital Regional de Taguatinga”.

Dentro da prisão, prosseguiu o parlamentar, foi privado do tratamento adequado: os remédios levados pela família chegavam com atrasos de até 40 dias, e ele ficou sem atendimento médico especializado. Em setembro de 2023, a Procuradoria-Geral da República solicitou sua soltura. O ministro Alexandre de Moraes não despachou o pleito por cerca de dois meses, e no dia 20 de novembro de 2023, durante o banho de sol, Clezão sofreu uma sequência de mais de 15 paradas cardíacas. O socorro demorou 40 minutos para chegar, mas já era tarde. “Cleriston Pereira da Cunha faleceu dentro da prisão, vítima da negligência do Estado e da injustiça de um sistema que ignorou seu direito à vida e à liberdade”, considera o parlamentar, para quem “seu nome e sua luta permanecerão na memória dos que acreditam em um Brasil livre e justo”.

Ele adverte que a morte de Clezão nas dependências do sistema penitenciário “é um episódio que não pode ser encarado como um fato isolado, mas sim como uma consequência direta da desídia judicial”. O caso “revela uma negligência das autoridades judiciais em sua forma mais cruel no que tange aos presos em razão do 8 de janeiro, afora as questões jurídicas e processuais: a falta de acompanhamento médico adequado, a demora em seus processos e a ausência de um devido tratamento digno para um ser humano, que deveria ser respeitado em sua dignidade, independentemente das acusações que recaíam sobre ele”.




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