O deputado Vitor Bonfim (PV) protocolou moção de pesar, na Casa Legislativa, pelo falecimento do médium, orador e líder espírita Divaldo Pereira Franco, ocorrido na última terça-feira (13), aos 98 anos de idade.
No documento, o parlamentar destacou a “história extraordinária” do médium nascido em Feira de Santana em 1927, “uma das figuras mais influentes do espiritismo contemporâneo, reconhecido internacionalmente como ‘embaixador da paz’, que dedicou mais de 70 anos à doutrina espírita e à promoção da caridade, tornando-se símbolo de fé, compaixão e dedicação ao próximo”, afirmou.
Bonfim elogiou as principais obras de Divaldo Franco, realizadas ao lado de Nilson de Souza Pereira: o Centro Espírita Caminho da Redenção, em 1947, e a Mansão do Caminho, instituição de amparo social localizada em Salvador, responsável pela educação e acolhimento de milhares de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, com a qual sua trajetória ganhou maior visibilidade.
“A obra filantrópica hoje é referência mundial, atendendo diariamente cerca de 6 mil pessoas com atividades educacionais, cursos profissionalizantes e serviços de saúde”, disse o legislador, ressaltando, ainda, o reconhecimento internacional do filantropo como um dos maiores divulgadores do espiritismo, transmitindo sua mensagem muito além do Brasil. “Seu prestígio o levou a ser convidado pela ONU para o Primeiro Encontro Mundial da Paz, ao lado de líderes religiosos de destaque global”, salientou.
Segundo Vitor Bonfim, ao longo de sua trajetória, o médium proferiu mais de 20 mil conferências, em mais de 2.500 cidades e 71 países; publicou mais de 260 livros, muitos deles psicografados e traduzidos para 17 idiomas, sendo a renda revertida para atividades beneficentes, incluindo a manutenção da Mansão do Caminho. “Também foi o idealizador do movimento ecumênico ‘Você e a Paz’, criado em 1998 e realizado anualmente em Salvador, reunindo multidões em torno da mensagem da não violência, força e da união”, acrescentou.
Vitor Bonfim destacou, ainda, a dedicação de Divaldo aos cerca de 685 filhos não biológicos reconhecidos por ele como pai, crianças e jovens que foram acolhidos e educados por ele ao longo dos anos na crença espírita.
“Seu legado permanece vivo não apenas na vasta produção literária e espiritual, mas nas milhares de vidas que transformou com seu trabalho. E é assim, com um legado que transcende a morte, que Divaldo será eternizado como símbolo de altruísmo, dedicação, amor ao próximo e compromisso com a espiritualidade. Seus passos deixaram rastros de luz e seu exemplo ecoará por muitas gerações”, concluiu.
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