Uma homenagem que fez jus ao DNA. É assim que pode ser definida a outorga do título de cidadão baiano ao artista Fred Góes, ontem, na Assembléia Legislativa. Ao agradecer a honraria, ele explicou que, mesmo sendo carioca de nascimento, traz "com orgulho no nome o Góes baiano do meu avô paterno. Tenho, portanto, o DNA que, neste caso, se traduz como dendê nas artérias".
A sessão especial para entrega do título começou com a contribuição luxuosa de Armandinho Macedo e o sobrinho Gabriel, que tocaram o Hino ao Senhor do Bonfim, enquanto Fred Góes adentrava o recinto, sob caloroso aplauso. A presidência dos trabalhos coube ao deputado Clóvis Ferraz (DEM), de quem partiu a iniciativa da homenagem, na época em que era presidente da Casa. Por esta razão, ele pediu ao colega Gildásio Penedo Filho (DEM) para que apresentasse projeto de resolução neste sentido, que foi aprovado por unanimidade.
Ambos os parlamentares prestigiaram o evento, mas coube a Ferraz fazer o elogio da tribuna do plenário. "O mérito da iniciativa não pertence apenas a mim e ao deputado Gildásio, mas a todos os deputados, que representam o povo baiano e a aprovaram", avaliou o parlamentar, que fez questão de destacar que, em 13 anos de mandato, propôs apenas cinco títulos desta natureza (os outros foram para os três filhos de Dorival Caymmi e para Zélia Gattai).
"Quero expressar a minha satisfação pela oportunidade de prestar esta homenagem a um dos mais importantes representantes da literatura, da música e da cultura brasileira, notadamente da baiana, ou melhor, uma referência nacional", definiu Ferraz. Ele citou a graduação em letras e literatura, o mestrado em sistema de comunicação e o doutorado em teoria da literatura, todos no Rio de Janeiro, e o pós-doutorado em estudos culturais, nos Estados Unidos. A tese de mestrado, por sinal, já revelava seu vínculo com a Bahia: "O País do Carnaval Elétrico".
Estudioso da língua e literatura portuguesas e da cultura, "o magistério é mais uma das suas facetas", sendo professor de teoria da literatura e semiologia. Além disso, orienta mais de 50 teses e dissertações de mestrado, doutorado e iniciação científica. Como compositor, foi autor de diversas músicas, tendo diversas parcerias com Moraes Moreira, Armandinho e Zeca Barreto.
Fred Góes contou que teve como mentor intelectual o baiano Afrânio Coutinho, que o conduziu pelo mundo das letras. "Na escola secundária, aprendi a amar a literatura e os livros em suas antologias e, posteriormente, como seu genro, pude desfrutar do privilégio de consultar sua fantástica biblioteca de cem mil livros."
Ele fez questão de citar as músicas de Caymmi em sua influência. "Mas não só Caymmi fez minha cabeça musical, fui também inoculado pelas sonoridades de Assis Valente, João Gilberto, Gilberto Gil, Novos Baianos, Riachão, Batatinha e, naturalmente, Dodô e Osmar, este último, amigo com quem tive o privilégio de conviver, assim como com sua descendência trieletrizada".
Filho de Osmar, Armandinho encerrou a sessão tocando "Sintonia" e "Pindorama". A música levantou a platéia, que chegou a acompanhar em coro a primeira música. Animado com a resposta do público, os músicos emendaram com "Chame Gente", momento em que muitas pessoas dançaram enquanto abraçavam o homenageado.
CURRÍCULO
Estudioso da língua e literatura portuguesas e da cultura, "o magistério é mais uma das suas facetas", sendo professor de teoria da literatura e semiologia. Além disso, orienta mais de 50 teses e dissertações de mestrado, doutorado e iniciação científica. Como compositor, foi autor de diversas músicas, tendo diversas parcerias com Moraes Moreira, Armandinho e Zeca Barreto.
Fred Góes contou que teve como mentor intelectual o baiano Afrânio Coutinho, que o conduziu pelo mundo das letras. "Na escola secundária, aprendi a amar a literatura e os livros em suas antologias e, posteriormente, como seu genro, pude desfrutar do privilégio de consultar sua fantástica biblioteca de cem mil livros."
Ele fez questão de citar as músicas de Caymmi em sua influência. "Mas não só Caymmi fez minha cabeça musical, fui também inoculado pelas sonoridades de Assis Valente, João Gilberto, Gilberto Gil, Novos Baianos, Riachão, Batatinha e, naturalmente, Dodô e Osmar, este último, amigo com quem tive o privilégio de conviver, assim como com sua descendência trieletrizada".
Filho de Osmar, Armandinho encerrou a sessão tocando "Sintonia" e "Pindorama". A música levantou a platéia, que chegou a acompanhar em coro a primeira música. Animado com a resposta do público, os músicos emendaram com "Chame Gente", momento em que muitas pessoas dançaram enquanto abraçavam o homenageado.
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