O deputado José Nunes (DEM) apresentou uma alentada moção de congratulações ao município de Euclides da Cunha por ocasião do aniversário de 75 anos de emancipação política, que será comemorado no próximo dia 19 de setembro. No documento, o parlamentar destacou o desenvolvimento local, empreendido pelos seus 52,5 mil habitantes.
O município está encravado no Polígono da Seca, no Nordeste baiano, a uma altura de 452 metros, onde se limita com Canudos, Antas, Uauá, Monte Santo, Quijingue e Cícero Dantas. Apesar da irregularidade hídrica, os agricultores produzem feijão, milho, mandioca, mamona e sisal. A pecuária, por sua vez, tem forte contribuição na economia local com a criação de gados bovinos, caprino, ovino, suíno, eqüino e muares. Do subsolo, rico em minerais, pode-se citar jazidas inexploradas de ardósia, calceta, cristal de rocha, além de pedra calcária.
A história de Euclides da Cunha começa como os índios caimbés, da nação Tupiniquim, que iniciaram o aldeamento de Massacará, cujos descendentes estão lá ainda hoje. Os homens brancos começaram a afluir para a região, vindos de localidades vizinhas, a exemplo de Monte Santo e Tucano, para se dedicar à criação de gado. Nessa leva estava o major Antonino, apontado como desbravador daquelas terras, onde instalou sua fazenda e onde começou a se formar o primeiro núcleo urbano. Ali se instalou a primeira capela e o convento jesuíta.
Em 11 de junho de 1898, uma lei provincial criou ali o município de Cumbe, com território desmembrado de Monte Santo. Mas aquela emancipação não era definitiva e a localidade perdeu a sua autonomia 33 anos depois, voltando a pertencer ao município de origem. A população local, no entanto, não perdeu de vista seus anseios de progresso e, não esperou muito tempo: o Decreto 8.642, de 19 de setembro de 1933, restaurou a condição de município com os distrito-sede e o de Canudos. A denominação de Euclides da Cunha, em homenagem ao autor de Os Sertões, foi decidida em 1938.
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