Obras da artista plástica ficam na Casa legislativa até a próxima sexta-feira (28)
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
A artista plástica Arlete Lima está de volta à ALBA, trazendo sua obra inspirada em motivos indígenas e africanos ao Saguão Josaphat Marinho. Aberta nesta segunda-feira (24), a exposição fica em cartaz até sexta-feira (28). Compõem a mostra 12 quadros criad os pela autora em estilo surreal, utilizando diversas técnicas, entre elas a aerográfica, aquarela, pirografia e fogo sobre madeira, nas quais Arlete traduz em rostos, adereços e paisagens marítimas, a influência que sua avó - filha de português com indígena - teve em sua vida. “Esses personagens vêm por essa conexão. Minha avó era analfabeta, mas foi uma das mulheres mais inteligentes que eu vi na minha vida”, disse.
MULTITALENTOSA
Autodidata, Arlete despertou para as artes plásticas ainda criança. Na escola, dedicava-se mais aos trabalhos de desenho e chamava a atenção dos professores pelas colagens que fazia. “Perguntavam se eu tinha alguém na família que era artista plástica e eu nem sabia o que era artes plásticas”, contou.
Mais tarde, trabalhando como recepcionista em um ateliê, quando o chefe se ausentava, ela aproveitava para lavar os pincéis no fundo da casa, para olhar os outros artistas pintarem. Dona de diversos talentos, atualmente trabalha, também, com cenografia, carpintaria, chaparia, escultura, artesanato, letrismo e perfumaria, dedicando-se de corpo e alma a essas atividades. “Faço tudo o que você imaginar. Também na construção civil, faço pintura, dou textura, laqueio portas, reformo imóveis, procurando fazer tudo com qualidade. Acho que a gente tem que ter essa ousadia, sabe?”, afirmou.
Arlete tem atuado em oficinas de arte no Sesc, e trabalhado na criação de cenários inovadores para shoppings e centros de convenções em diversos estados brasileiros, uma produção que reflete forte conexão com a cultura local e o universo da arte popular e contemporânea.
Sua estreia como artista plástica foi na ALBA (a data, ela não se lembra), a segunda em 2023, e com esta, além de comercializar, ela pretende ampliar os contatos. “É interessante e vale a pena expor aqui, pelo acolhimento que a Casa proporciona, e porque você conhece outras pessoas e divulga o seu trabalho. Então, tudo enriquece”, disse..
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