O Movimento Popular e Histórico de Canudos (MPHC) nasceu, em 1982, a partir da luta cotidiana dos camponeses em defesa da terra, água, saúde e educação, na região chamada Sertão do Conselheiro. Teve início com o trabalho pastoral coordenado pelo padre Enoque Oliveira, à frente da paróquia de Monte Santo, ampliando para os municípios de Uauá, Tucano, Quijingue, Euclides da Cunha, dentre outros. Quem conta a história é a deputada Fátima Nunes (PT), que apresentou uma moção de congratulações à entidade.
De acordo com ela, desde que o MPHC foi criado, todos os anos, no dia 5 de outubro (data do fim da Guerra de Canudos), determinadas populações da região vêm se reunindo à beira do Açude do Cocorobó – palco da submersa cidade de Belo Monte – para celebrar a memória daqueles que morreram defendendo a utopia de uma sociedade justa e igual.
"Assim como Canudos não se rendeu, a luta do MPHC vem resistindo com o objetivo de contribuir para que o povo da região se aproprie cada vez mais dessa história, sentindo orgulho da valentia dos seus antepassados, na perspectiva de afirmação da sua identidade e descubra o quanto a vivência do Belo Monte se constituía num avanço sócio-político-religioso para além daquele período, pois tinha na sua concepção um modelo de organização social igualitário", afirmou ela no documento.
Segundo a parlamentar petista, compreendendo o Movimento Conselheirista e a experiência de Belo Monte como exemplo de organização comunitária, o MPHC defende com insistência a continuidade desse trabalho, alimentando essa história como elemento importante para a memória do Brasil, tanto no que se refere a pesquisa (oral e escrita) como, na preservação dessa história no contexto das lutas sociais, podendo tornar-se referência para todas as lutas de organização na defesa da vida.
REDES SOCIAIS