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Comissão de Saúde debate projeto com diretrizes para o saneamento

Publicado em: 15/09/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Ao lado do secretário Afonso Florence e do presidente da Embasa, Abelardo Oliveira, o deputado Javier Alfaya comandou os trabalhos
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A Comissão de Saúde e Saneamento da Assembléia Legislativa realizou, nesta sexta-feira, audiência pública para discutir o Projeto de Lei 17.300, que institui os princípios e diretrizes da Política Estadual de Saneamento Básico na Bahia. O evento colocou frente a frente o secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Afonso Florence, o presidente da Embasa, Abelardo Oliveira, o presidente da comissão, deputado Javier Alfaya (PCdoB) e dezenas de pessoas ligadas ao ambientalismo de todo o estado. As principais instituições que tratam do assunto, como Gamba, Sindae, Crea-BA, além de diversos movimentos populares, também compareceram.
O secretário expôs para os presentes a importância da aprovação do projeto, que chegou à Assembléia Legislativa no dia 12 de junho e já cumpriu todos os prazos regimentais. A matéria recebeu sete emendas por parte da oposição e deverá ser relatada oralmente em plenário. Florence ressaltou que a proposição é uma conquista da sociedade e estabelece as condições para a universalização do saneamento na Bahia. Além disso, cria as bases legais para que muitos contratos já assinados e em execução pela Embasa junto à União sejam mantidos. Tais contratos estabelecem prazos de seis meses para a regularização legal. Por isso, o governo tem pressa na aprovação.
"Assim como o projeto da Habitação, acredito que esta matéria será aprovada por consenso, dado o seu alcance social". De acordo com Abelardo, a Embasa tem contratos da ordem de R$ 1,8 bilhão e boa parte desses recursos está na dependência de que a matéria vire lei". Mas o entendimento almejado não foi alcançado nesta sexta-feira e muitos dos ambientalistas estavam insatisfeitos. Até mesmo um panfleto foi distribuído pedindo uma condução democrática do processo e alguns presentes estavam com ânimos exaltados. 

DIVERGÊNCIAS

 

"Não aceito esta acusação, pois reunimos mais de duas mil pessoas de todos os territórios de identidade, em 16 seminários no ano passado, para debater e até propor emendas, que foram acatadas", disse Florence. Renato Cunha, do Gamba, por sua vez, explicou que os debates foram realizados antes da elaboração do projeto, cujo texto não foi discutido. Para ele, o projeto traz problemas já nos princípios que o norteiam e atingem o poder municipal de gestão do saneamento. Os executivos procuraram dirimir as dúvidas e contrapor as críticas.
Em vista dos debates, Alfaya sugeriu que o evento de sexta fosse apenas a primeira de outras cinco audiências. Para ele, é necessário aprofundar o assunto, podendo agendar audiências na Ufba, Crea-BA e outros dois locais a serem definidos pela comunidade. Segundo seus cálculos, a Assembléia Legislativa poderá votar a matéria no próximo dia 5, depois que os debates tenham contribuído para melhor entendimento do texto original e tenham sofrido eventuais contribuições.



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