O deputado Marcelino Galo (PT) protocolou moção de pesar, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), na qual lamentou o falecimento do cantor e compositor baiano Carlos Pitta, ocorrido na semana passada, exaltando a versatilidade e criatividade da sua obra, que reflete “uma fusão de ritmos nordestinos com elementos do pop internacional”.
No documento, o parlamentar elogiou a história de vida do artista, natural de Feira de Santana e formado em Composição e Regência pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), que iniciou sua trajetória musical, em 1979, com o álbum “Águas do São Francisco – Lendas”, lançado pelo selo Chantecler. “Esse trabalho, influenciado pela literatura de cordel, evidenciou seu compromisso com as tradições nordestinas”, afirmou.
Galo citou outras obras do compositor e cantor feirense, como “Coração de Índio”, lançado em 1982, iniciando uma parceria com o poeta tropicalista José Carlos Capinan, que contou com composições de diversos artistas consagrados, a exemplo de Gilberto Gil e Edu Lobo; “Brisa”, lançado em 1984, pelo selo independente Estúdio de Invenções, com a participação de músicos como Antônio Adolfo e João Donato; e “A Lenda do Pássaro que Roubou o Fogo”, em colaboração com a poetisa Myriam Fraga e o artista plástico Calazans Neto, com arranjos do maestro Lindenberg Cardoso e prefácio de Jorge Amado.
“O sucesso nacional veio em 1988, com o álbum “Feliz”, da RCA Victor, que trouxe a música Cometa Mambembe, em parceria com Edmundo Carôso, consolidando sua presença na MPB”, destacou o legislador, citando mais de 15 discos lançados por Pitta, incluindo Tapete Mágico (1990), Sete Luas (1992) e Dias de Luz (1994), além das gravações de suas composições por artistas como Elba Ramalho, Alcione, Daniela Mercury e Margareth Menezes, e sua atuação como produtor musical, colaborando com nomes como Walter Smetak e Elomar.
Marcelino Galo citou as apresentações em países como Estados Unidos, Suíça, Alemanha, Itália e Bélgica, levando a música brasileira a palcos internacionais, enaltecendo sua participação no Montreux Jazz Festival, na Suíça, que resultou na inclusão da faixa “Forró no Mangue Beat” no CD Montreux Jazz Off.
O deputado lembrou ainda que o artista sempre esteve comprometido com a preservação da cultura regional: “Suas composições, interpretações e projetos culturais continuam a influenciar artistas e a enriquecer o panorama musical do país. Sua dedicação à cultura nordestina e sua capacidade de inovar permanecem como inspiração para futuras gerações”.
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