Após a decisão favorável do Supremo Tribunal Federal a respeito da utilização de células-tronco embrionárias, uma outra questão sobre o assunto divide as opiniões no meio científico: o local de armazenamento das células-tronco colhidas do sangue do cordão umbilical.
Para uns, o material deve ser guardado em bancos privados, somente disponibilizado ao doador ou a um parente, enquanto outros defendem o armazenamento em bancos públicos, onde a célula-tronco é doada a quem necessitar, sem custo financeiro ao paciente receptor.
O deputado Aderbal Caldas (PP), preocupado com essa indefinição, transformou sua opinião numa indicação apresentada na Assembléia Legislativa e dirigida ao governador Jaques Wagner, solicitando que seja dada autorização à Secretaria de Saúde para que a mesma crie o banco público de células-tronco provenientes do sangue do cordão umbilical.
Segundo o parlamentar, o objetivo da criação de um banco público na Bahia é disponibilizar células de cordão umbilical para transplante como alternativa ao emprego de medula óssea. O material doado será tecnicamente armazenado e poderá ser direcionado a qualquer pessoa.
De acordo com especialistas, o sangue do cordão umbilical apresenta várias vantagens em relação às outras fontes, tais como medula óssea, tecido adiposo e fígado. O motivo é que as suas células não foram submetidas às agressões ambientais, físicas, químicas, biológicas ou psíquicas, preservando o potencial terapêutico intacto.
"Sendo a Bahia um dos estados brasileiros onde as pesquisas e utilização das celulas-tronco têm obtido excelentes resultados, torna-se imprescindível a criação de um banco para armazenamento do precioso material, com objetivo de salvar a vida de muitos baianos", justificou Aderbal Caldas.
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